LEALDADE X DESLEALDADE – Parte 2

2. Ofensa. As pessoas começam a trair e odiar umas às outras quando são ofendidas. Provérbios 18:19 “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio”. Quando você analisa a linha de tempo da vida de Absalão é fácil perceber o nascimento de uma frustração alimentada por uma ofensa. Ou seja, ambiente propicio para quebra de confiança. Como consequência direta o indivíduo se fecha hermeticamente em sua dor e se nutre com sua ferida.
Os ferrolhos da magoa trancam as entradas do coração. O oxigênio dos relacionamentos saudáveis e aprendizados construtivos não circularam dentro do palácio da alma; assim, o que existia de bom, o que havia de virtude começou a definhar, morrer.
O vigor, o brilho do príncipe deu lugar as trevas. É assim que a ofensa gera deslealdade. Absalão inicia sua trajetória de deslealdade a partir da atitude de seu irmão Amnon em estuprar Tamar, que era sua irmã. Isto mexeu com seu coração. Para piorar a situação, Davi o Rei, pai de Tamar, Amnon e Absalão, não puniu conforme a lei, o Amnon. Isto deixou Absalão transtornado. Cada um foi enviado para um canto da nação para as coisas se acalmarem.
No final, depois de um tempo, quando parecia que tudo estava bem, o príncipe prepara a morte do seu irmão Amnon e consuma o fato. O que podemos aprender com esta terrível trama é que “Se você deixar a ofensa se instalar, ela vai destruir a sua lealdade”. Todo caso de deslealdade, tem uma raiz de ofensa presente. Penso que a melhor maneira de tratar esta situação é promover a liberação de perdão.
Se tem alguém na sua equipe com ofensa na alma, ou até mesmo você nesta condição, quero te dizer que tem como resolver isto antes que se torne um problema maior com efeitos mais profundos e duradouros. Libere perdão.
O perdão pode sarar a ferida e quebrar o ciclo da infidelidade. Houveram danos reais que precisam ser sanados. O Perdão proporciona o reconhecimento dos erros cometidos e como o próprio nome sugere, você libera suas perdas; sabemos de nossas limitações e possibilidades reais de falharmos em algo um com os outros, por isto mais uma razão para termos a pratica do perdão em nossa lista de tarefas diárias.
Caso contrário o lixo se acumula, magoas, ressentimentos, decepções, vão encharcando a alma e em um determinado momento “estoura” o balão, porque não se suporta tamanha pressão. Dentro do nosso tema Lealdade, corrigir a situação de ofensa, salvara do estopim da deslealdade.
3. Indiferença e passividade. Vamos seguir no entendimento do processo de desenvolvimento da deslealdade no coração humano. Absalão ficou dois anos aparentemente conformado, mas estava com seu coração ainda inflamado (2 Sam 13:22).
Meus amados, o coração estava sendo fermentado. Fico pensando como as lembranças da situação vivida anteriormente por Absalão o atormentavam, mantendo a chama do ressentimento acessa. Lá no fundo do coração, no profundo de sua mente, seus pensamentos retroalimentavam uma magoa. Quando deixamos a ofensa seguir e não liberamos perdão, caminhamos para deslealdade por meio da indiferença. Não participamos, não nos envolvemos, não vestimos a camisa, fechamos o coração; a alma seca. Parece até que as coisas já estão resolvidas; mas não estão. Sabe aquela definição de “morno”? Nem quente, nem frio. Este é o termômetro da indiferença. O tal do “tanto faz”. Bem… este pode ser um sinalizar de um processo de deslealde em pleno desenvolvimento; porque é um sintoma que as coisas não estão bem.
Quando temos uma situação como esta, precisamos de muito discernimento espiritual para identificar o que está acontecendo; pois aparentemente está tudo normal. Na obra de Deus este é mais um motivo de mantermos uma vida de oração e dependência de Deus. Quando os propósitos são dúbios, temos um conflito emitente.
Acredito que os dons espirituais distribuídos a igreja visam auxiliar cenários iguais a estes; onde não é possível perceber “de cara”, precisa de um tempo ou até mesmo muita atenção para ver o que está acontecendo (I Co 12). A indiferença pode ter diversos catalizadores ou seja; não existe só uma razão para ser ou estar indiferente. De toda forma é uma situação mais preocupante ainda quando o agente fomentador desta indiferença é uma ofensa não perdoada que abriu caminho para uma deslealdade em plena consolidação que por sua vez está gerando uma postura indiferente para com sua liderança.

Continua…

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

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