É comum ouvirmos em pregações a citação de Ap. 3.20: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. O que acontece nesses casos é uma recontextualização do versículo, ou mesmo uma aplicação, adequando-o a necessidade do pecador se arrepender dos seus pecados, e receber a salvação em Cristo Jesus. No entanto, ao analisar essa passagem em seu contexto, verificamos que não se trata de uma mensagem eminentemente evangelística, antes de um apelo para uma igreja que havia deixado Jesus do lado de fora.
Esse texto faz parte de uma série de cartas que foram direcionadas por Jesus às sete igrejas da Ásia Menor. E mais especificamente, para a igreja de Laodiceia, conhecida por sua riqueza e opulência, pela produção de unguentos especiais, tecidos finos e lustrosos. Aquela igreja estava cega para a verdade, gloriava-se daquilo que era secundário, da sua riqueza e poder secular. Mas Jesus avalia que, na verdade, era “infeliz, pobre, cego e nu”. Devemos ter cuidado para não fazermos como aquela igreja, e colocar em primeiro plano aquilo que Jesus considera secundário, ou desprezível.
O principal perigo que ronda as igrejas contemporâneas, o mesmo que circundava a de Laodiceia, é a de confiarmos demasiadamente em nós mesmos, e dependermos cada vez menos de Deus. Aquela igreja, como muitas dos dias atuais, perderam a visão espiritual, tornaram-se mornas ao se preocuparem demasiadamente em agradar o mundo. Naquela cidade havia unguentos preciosos para os olhos, mas a igreja estava cega para as verdades espirituais. Por isso Jesus admoesta para que essa “unjas os olhos com colírio, para que vejas”. Mais nem tudo está perdido, a mensagem de Jesus é de advertência: “sê, pois, zeloso e arrepende-te”.
E nesse contexto que o Senhor declara: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (v. 20). Não que seja errado usar esse versículo para as pregações evangelísticas, mas não podemos esquecer do seu propósito inicial. Como cristãos, comprometidos com o anuncio do evangelho, não podemos deixar de ser aquilo para o qual fomos vocacionados: igreja. As distrações mundanas são as mais diversas, somos atraídos pelo poder, fama e riqueza. Talvez o mundo nos avalie pelo poderio secular que detemos, mas não podemos desconsiderar que importa antes a avaliação de Cristo.
É lamentável constatar que existem igrejas que colocaram Jesus para o lado de fora, que se secularizaram tanto que O perderam de vista. A essas Ele continua declarando: “Eis que estou à porta, e bato”. Antes que seja tarde demais, é preciso convidá-LO a entrar, a fim de receber na dimensão escatológica, aquilo que nos prometeu: “ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (v. 21). Faz-se necessário, portanto, permanecer atento à voz do Senhor, para não se voltar para as glórias do mundo. A esse respeito, um alerta final: “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v. 22).
Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)
No início da igreja primitiva, à medida que a igreja ia crescendo e se organizando, houve a necessidade de se estabelecer dirigentes nas igrejas locais (Tt 1.5), os quais eram chamados principalmente de presbíteros (At 11.30; 14.23; 15.2,4,6,22,23; 16.4; 20.17; 21.18; 1 Tm 5.17,19; Tt 1.5; Tg 5.14; 1 Pe 5.1) ou bispos (At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25), mas também de pastores (Ef 4.11).
Hoje em dia à proporção que a obra de Deus cresce e, consequentemente, se multiplica o número de igrejas que precisam ser plantadas, também cresce a necessidade de se constituir pastores, presbíteros e bispos para apascentarem os rebanhos que se congregam nas igrejas locais.
Jesus é o pastor por excelência (Jo 10.1-16; Hb 13.20; 1 Pe 5.4). Apóstolo Pedro, que recebera de Jesus o mandamento de apascentar as ovelhas do Senhor (Jo 21.15,16,17), e que se considerava um presbítero como os demais presbíteros que apascentavam as igrejas locais, recomendou aos demais pastores: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5.2-3).
A responsabilidade do pastor é muito grande, visto que ele deve falar a Palavra de Deus às suas ovelhas, e que estas devem imitar a fé dos seus pastores e atentarem para a maneira deles viverem (Hb 13.7). Além disso, o pastor cuida das ovelhas como quem vai prestar contas de todas elas a Deus (Hb 13.17).
O verdadeiro pastor não é aquele que somente tem o título de pastor, mas o que foi chamado e constituído por Deus para este ministério (At 20.28; 1 Tm 1.12; Hb 5.4), e que o exerce como Deus preconiza na sua Palavra (1 Pe 5.1-4).
O ministério pastoral não é para quem quer, quem acha bonito, quem deseja ser honrado ou para alguém que almeja ganhar dinheiro. Pelo contrário, o pastorado é para aqueles que foram chamados ou vocacionados por Deus, pois “…ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão” (Hb 5.4).
Paulo sabia muito bem desse princípio da vocação ministerial, visto que Jesus mesmo tinha declarado que ele era um vaso escolhido para levar o nome de Cristo diante dos gentios (At 9.15; 22.21).
Quando serviam na igreja que estava em Antioquia, o Espírito Santo mandou separar e enviar Paulo e Barnabé para a obra missionária transcultural (At 13.1-4). Este mesmo Espírito Santo também constituiu presbíteros e bispos para apascentarem a igreja de Deus que estava em Éfeso (At 20.17,28).
O pastor deve não somente ser chamado por Deus, mas também ser consciente da sua vocação pastoral (Rm 1.1; 1 Tm 2.7; 2 Tm 1.11). Se ele não tiver essa convicção, mais cedo ou mais tarde abandonará o ministério pastoral. Embora o chamado de Deus seja uma condição sine qua non para uma pessoa exercer o ministério pastoral, todavia a vocação não é a única exigência a ser cumprida pelos candidatos ao pastorado.
Os vocacionados, por exemplo, devem ser tidos por Cristo como féis, antes de serem postos no ministério (1 Tm 1.12; 2 Tm 2.2). Muitas pessoas são vocacionadas por Deus para o ministério pastoral, mas infelizmente não honram essa chamada por meio do desenvolvimento do caráter cristão e do exercício para a glória de Deus dos dons ministeriais recebidos do Espírito Santo.
Tanto na carta pastoral que Paulo escreveu a Timóteo (1 Tm 3.2-7), como também na que ele escreveu a Tito (Tt 1.6-9), encontramos os pré-requisitos e qualificações a serem observados nos candidatos ao ministério pastoral. Em cada uma dessas duas listas, encontramos uma relação de 16 qualidades, o que dá o total de 32 pré-requisitos. Considerando que alguns pré-requisitos aparecem em ambas as listas, e agrupando outros que são semelhantes, esse número cai para pelo menos 22 pré-requisitos ou qualificações.
Assim, os homens vocacionados por Deus para o ministério pastoral, antes de serem separados e investidos na função de pastor, devem apresentar os seguintes pré-requisitos ou qualificações: 1) Santo (Tt 1.8); 2) Justo (Tt 1.8); 3) Irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 4) Amigo do bem (Tt 1.8); 5) Não arrogante (Tt 1.7); 6) Calmo e controlado (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 7) Modesto (1 Tm 3.2); 8) Amável (1 Tm 3.3); 9) Não irascível (Tt 1.7); 10) Pacífico e não violento (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 11) Não dado ao vinho (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 12) Que não ama o dinheiro (1 Tm 3.3); 13) Não ambiciona lucro desonesto (1 Tm 3.3 (ARC); Tt 1.7); 14) Boa reputação entre os não crentes (1 Tm 3.7); 15) Marido de uma só mulher (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 16) Lidera bem sua família e seus filhos são crentes de bom testemunho cristão (1 Tm 3.4-5; Tt 1.6); 17) Hospitaleiro (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 18) Comprometido com a ortodoxia bíblica (Tt 1.9); 19) Apto para ensinar (1 Tm 3.2); 20) Que não seja recém-convertido (1 Tm 3.6); 21) Que tenha liderança e autoridade (Tt 1.8); e seja 22) Irrepreensível como administrador ou despenseiro de Deus (Tt 1.7).
A partir do próximo mês, mensalmente, vamos discorrer a respeito de cada uma dessas vinte e duas qualificações e pré-requisitos a serem observados pelos obreiros vocacionados ao ministério pastoral.
Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)
“Ouvindo Josué a voz do povo que gritava, disse a Moisés: Há alarido de guerra no arraial. Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço.” (Ex 32.17-18)
Discernimento é a capacidade de compreender situações, de separar o certo do errado e o capítulo 32 de Êxodo descreve um episódio desastroso na história do povo de Israel, ocorrido após uns três meses da saída do Egito. Foram 430 anos plantados no meio de um povo pagão e idólatra. Ao serem libertados dali tiveram o privilégio de presenciar manifestações extraordinárias – sinais, prodígios e maravilhas – da parte do Deus único e verdadeiro, sob a mediação de Moisés e Arão: as dez pragas enviadas sobre os egípcios, enquanto eles foram poupados; a travessia, a pé enxuto, do Mar Vermelho que se abriu; a destruição dos exércitos egípcios no mesmo mar; a condução de Deus através da nuvem, durante o dia, e da coluna de fogo, durante a noite; a restauração das águas amargas de Mara; o pão que “chovia” diariamente do céu (maná e codornizes); a vitória na guerra contra Amaleque etc etc. Entretanto, bastou que Moisés se demorasse um pouco no monte para que a descrença e a insensatez dominassem os corações.
Alertado por Deus da corrupção do povo, Moisés desceu do monte acompanhado por Josué. Este fala para Moisés de um alarido de guerra no arraial de Israel. Moisés, então, responde-lhe, citando outros três tipos de alarido, portanto, quatro tipos de alarido, são citados nos versículos acima: Alarido de guerra, alarido dos vencedores, alarido dos vencidos e finalmente o alarido dos que cantam. Contextualizando esta passagem bíblica para os dias de hoje, como igreja, está diante de nós dois alaridos positivos e dois alaridos negativos, vejamos: Alarido de guerra, é o alarido ouvido de uma igreja que sai das quatro paredes e impacta o mundo com a mensagem de Deus: orando, evangelizando, ensinando, fazendo ação social, protestando, denunciando, agindo e interferindo na sociedade, de todas as formas e meios legítimos disponíveis. Alarido dos vencedores é de igual forma quando essa igreja combativa impacta eficazmente a sociedade, os intentos de Satanás são frustrados, os perdidos são alcançados, vidas são transformadas e assistidas, casamentos são restaurados etc. Então, o povo de Deus entrará no templo para glorificar e cultuar ao Senhor, louvá-lo e adorá-lo, com cânticos espirituais, um “alarido” de vitória que chega aos céus e agrada a Deus. É o alarido de vigílias de oração do ensino da palavra, inclusive nas classes de Escola Bíblica Dominical repletas de alunos é o alarido da evangelização e vidas se rendendo a Cristo. O texto fala também sobre o Alarido dos vencidos e isto acontece quando a igreja não está no foco da sua missão, no centro da vontade de Deus, o que se ouve ali é o alarido dos vencidos, de pastores se queixando das ovelhas, de ovelhas se queixando dos seus pastores e líderes, e das ovelhas se queixando das outras ovelhas. Do clamor das almas sedentas por mensagens ungidas. Moisés afirma que o que estava ouvindo era o alarido dos que cantam e aí, entenda-se que existe uma grande diferença em cantar e louvar. Quando o assunto é o alarido dos que cantam, neste texto, e trazendo para os dias de hoje, não se engane, esse alarido não é aquele dos que louvam ao Senhor; É o alarido dos que promovem ou participam de shows golpel com muito fervor carnal e pouco fervor espiritual. É o alarido dos que promovem shows da fé, com farta propaganda de milagres e muito apelo financeiro. É o alarido dos que insistem em homenagens e honrarias aos homens quando deveriam focar a glória de Deus. É o alarido de igrejas superlotadas nos seus cultos-espetáculos, mas tolerantes a toda sorte de vícios e pecados. Já dizia o profeta Samuel: “o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm 15.22). Finalizando, deixamos uma palavra de advertência: “Deus está vendo e não deixará impune o pecado!” Então? Que alarido estamos ouvindo?
Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)
“…apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber” (Lc 2.13-15).
A literatura e a história secular afirmam que até o quarto século da era cristã não havia celebração do natal de Jesus, mas, com a oficialização do cristianismo, como religião oficial do estado, pelo imperador romano Constantino, a igreja começou a celebrar o natal com elementos pagãos, a fim de satisfazer os povos que abraçavam a nova religião.
Atualmente, o natal que a cristandade comemora no mundo inteiro, não é o natal de Jesus, pois que, seus elementos nada têm a ver com o verdadeiro natal da Bíblia. A árvore de natal é de origem germânica; as velas fazem parte de um ritual dedicado aos deuses pagãos; o presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiguidade babilônica. É um estímulo à idolatria. Papai Noel é um ídolo. Nós só temos um pai espiritual que é Deus. Não podemos receber Noel no lugar de Deus!
Portanto, dá para compreender que a festa do natal, não é cristã, mas totalmente pagã e, infelizmente, muitos cristãos estão se deixando enganar.
Ao ouvirem a mensagem proferida pelo anjo os pastores foram até onde estava o menino Jesus, viram, e voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinha ouvido e visto.
De igual forma os magos que vieram do oriente ao chegarem onde o menino Jesus estava, prostraram-se e O adoraram; e abrindo os seus tesouros lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.
O período das festas natalinas é uma excelente oportunidade que temos para anunciar as novas de grande alegria para todas as pessoas. Lembremos a todos os povos que Deus deu ao mundo o melhor presente, o seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, que nasceu numa manjedoura, para nossa salvação, morreu numa cruz para nossa redenção, ao terceiro dia ressuscitou, para nossa justificação e em breve arrebatará a igreja para nossa glorificação.
O verdadeiro natal é uma festa de avivamento espiritual, de louvor a Deus, de adoração ao que vive para sempre, de alegria nos corações pela salvação em Jesus Cristo, de gratidão a Deus pela dádiva preciosa de Jesus ter vindo para nos trazer redenção.
Natal é tempo de andarmos no caminho mais excelente que é o amor e desfrutarmos a VIDA ABUNDANTE que só Jesus Cristo, o personagem principal desta festa, pode nos presentear.
“Para que todos sejam um”
Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).
A palavra “até agora” parece ser uma mão apontando na direção do passado.
Vinte ou setenta anos, e ainda, “até aqui o Senhor nos ajudou!”, na pobreza, na riqueza, na doença, na saúde, em casa, no estrangeiro, na terra, no mar, na honra, na desonra, na perplexidade, na alegria, no julgamento, em triunfo, na oração, na tentação, “até agora o Senhor nos ajudou!”.
Temos prazer em olhar uma longa avenida de árvores. É agradável olhar de ponta a ponta da longa vista, uma espécie de templo verdejante, com seus pilares de ramos e seus arcos de folhas; de igual modo contemple os longos corredores de seus anos passados, com os ramos verdes da cobertura da misericórdia e os fortes pilares da bondade e da fidelidade que sustentaram as suas alegrias.
Não há também pássaros cantando nos ramos? Certamente deve haver muitos, e todos eles cantam a misericórdia “até aqui” recebida.
Mas a palavra também aponta para a frente . Porque quando um homem escreve: “até aqui”, ele ainda não está no fim, ainda há uma distância a ser percorrida.
Mais provas, mais alegrias, mais tentações, mais triunfos, mais orações, mais respostas, mais fadigas, mais forças, mais lutas, mais vitórias, e então vem a doença, a velhice, a debilidade, a morte.
Acabou agora? Não! há ainda mais um despertar à semelhança de Jesus, tronos, harpas, canções, salmos, vestes brancas, a face de Jesus, a sociedade dos santos, a glória de Deus, a plenitude da eternidade, as infinitas bem-aventuranças.
Oh! tenha bom ânimo, cristão, e com grata confiança porque: Aquele que tem te ajudado até agora te ajudará em toda a tua jornada
Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.
FONTE: estudos.gospelmais.com.br
Neemias 4.13-14 então pus o povo por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos; inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrem-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.
Muito nos preocupa a influencia que a mídia tem exercido sobre a sociedade em relação ao tema família. Famílias fortes e saudáveis estando protegidas gerarão uma sociedade com os mesmos conceitos, forte e saudável. Infelizmente não tem sido assim… Cada indivíduo tem se preocupado consigo mesmo, deixando de lado o conceito de “união familiar”. Quando queremos nos proteger, e, trazer segurança para nós, procuramos construir defesas, que vou chamar de “muros de proteção” . Os muros deverão separar nossas famílias daquilo que poderiam destruí-la, tais como: A falta de amor, desunião, desobediência, desrespeito, egoísmo, etc. Os únicos muros que jamais deveremos levantar serão aqueles que poderiam separar os membros da própria família, dentre os quais a infidelidade conjugal e a falta de comunicação.
Na construção desse muro será necessário que todos os membros trabalhem em conjunto, ajudando-se mutuamente, procurando fechar todas as brechas que poderiam fazer com que nosso muro de proteção não fique fragilizado. Às vezes será necessário que, enquanto um trabalha, o outro vigie para ver se o “inimigo” não está se aproximando. Na passagem bíblica citada, Neemias estava liderando a reconstrução do muro de Jerusalém para protegê-la contra os inimigos e convocou o povo a estar junto, cada qual ao lado de suas famílias, trabalhando e empunhando espadas. Faça um “balanço” e procure estar atento àquilo que está tentando destruir sua família, proteja-se contra esses inimigos!
A postura moral do mundo contemporâneo tem desferido duros ataques à instituição familiar, idealizado por Deus para ser à base da sociedade. A edificação familiar está comprometida pelos ataques incessantes do inimigo da família, que incessantemente, tenta destrui-la: os muros que a protegiam estão danificados e fragilizados; os telhados, as portas e janelas e, principalmente, os alicerces já estão comprometidos. Nos dias de hoje, alguns poucos cristãos se preocupam verdadeiramente com o bem-estar das famílias. Quem se levantará para reconstruir, proteger e defender um dos projetos mais sublimes de Deus?
No momento em que alguém começa a demonstrar sua preocupação a respeito e procura trabalhar para tentar reconstruir famílias que estão ameaçadas de destruição, logo surgem opositores, porque satanás quer aniquilar a força motriz da sociedade, para fragilizá-la. Nas palavras de Neemias – um homem corajoso, que foi usado por Deus para reconstruir os muros de Jerusalém – precisamos nos encorajar e nos desafiar mutuamente para lutar a favor da sustentação da família.
No mundo inteiro a família está em crise. Há uma coesão de vários fatores hostis que conspiram contra a família nestes dias. Há uma guerra declarada contra esta instituição divina, visando dinamitar seus alicerces e destruir seus valores absolutos. Muitos lares sofrem desastres irreparáveis. Outros padecem e enfrentam a fúria dos ventos indomáveis dos vícios nocivos à saúde, das patologias emocionais, cheios de traumas, recalques e pesadelos.
Há lares onde o diálogo morreu e agora a família esta de luto, reinando o silencio fúnebre da indiferença e da amargura. Há famílias onde a paz e a alegria está ausente e os seus membros degustam o amargor da indiferença. Há lares onde o perdão é uma atitude inexistente, onde o beijo da amizade jamais foi sentido e o abraço da reconciliação jamais foi dado. Há lares onde todas as pontes da comunicação foram derrubadas e erguidas em seu lugar muralhas intransponíveis de isolamento e solidão.
Mas a família continua sendo a célula da sociedade e a sociedade é o reflexo das famílias que a compõem. Uma sociedade é estruturada e equilibrada quando as famílias o são. As pessoas refletem o que estão aprendendo em seus lares. Não podemos esperar uma sociedade descente se não lutamos por famílias descentes. É na família que nos completamos emocional, social, moral e espiritualmente. É preciso pelejar pelas nossas famílias.
Pr. Elumar Pereira (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)
“Andeis como é digno da vocação com que fostes chamados”. —Efésios 4:1b
Viver de forma inteira é viver seguindo o chamado de Deus em sua vida, querido líder. Não é ser perfeito; pois esta condição não é possível em nós mesmos; só podemos alcançar a perfeição em Cristo, pois Ele completa o que nos falta. Mas a integridade precisa de coerência entre o que dizemos e fazemos; e exige humildade para reconhecer nossas falhas e pedir perdão por elas, ao mesmo tempo que devemos estar abertos para correção do Senhor.
Em tempos onde a evidencia clara de corrupção em todos os níveis, estão expostos na sociedade, cada um de nós como lideres devemos repreender e corrigir qualquer ação que cheire a corrupção em nosso arraial ou fora dele.
Assim a integridade envolve alinhamento com nosso chamado e testemunho de vida diante dos outros. Quem lidera sempre estará em exposição e observação; é implícito ao ato de liderar. Quem não está disposto a isto, deve repensar sua atuação como líder. Melhor, sem dúvida, é amadurecer sua percepção e fazer jus ao exemplo esperado de cada um de nos. Isto significa que nem sempre você será entendido, poderá ser julgado de forma errada e deve pedir graça e força de Deus para ter paciência com “os fracos” na fé. Também é importante fazer o que estiver a seu alcance para se comunicar de forma clara, através de suas ações e se preciso através de palavras, para que seus liderados vejam sua integridade como servo de Deus e Glorifiquem ao Senhor por isto. Sei que não é fácil, mas é preciso.
Um líder de caráter piedoso se compromete com congruência, confiança, e honestidade em todas as áreas de sua vida, buscando estar acima de reprovação e ter a confiança de outros.
Deus o chama, como líder, para demonstrar aqui e agora uma vida de integridade. Tal vida é merecedora do chamado que você recebeu de Deus. Tendo sido salvo pela graça de Deus pela fé em Jesus Cristo, você é chamado a ter um alto padrão. Assim diz as escrituras:
“Exortando-vos e consolando-vos, e instando que andásseis de um modo digno de Deus, o qual vos chama ao seu reino e glória”. [I Tessalonicenses 2:12; ênfase acrescentada].
Provérbios 20:28b ( MSG) diz, “A liderança sadia tem o fundamento na integridade amorosa.” A integridade é um dos princípios fundamentais dentro do Reino de Deus, contudo frequentemente está em falta no mundo secular. Jesus ensinou que viver no Reino de Deus é viver através princípios Bíblicos, do Reino em lugar de através dos princípios de pecado do mundo. Através do apóstolo Paulo, Deus enfatizou esta importante verdade novamente:
Somente portai-vos, dum modo digno do evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que permaneceis firmes num só espírito, combatendo juntamente com uma só alma pela fé do evangelho; —Filipenses 1:27
Para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus, corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo; dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. — Colossenses 1:10-12
Como seus liderados lhe percebem? Como um homem ou mulher de Deus? Alguém que merece a confiança deles? Como você tem agido ele relação a seu chamado? Esta de acordo com ele, ou está atuando diferente? Você merece confiança? Que frutos demonstram isto?
Não queira ser o que não foi vocacionado para ser; se mantenha fiel ao que o Senhor te chamou. Somente esta pequena atitude já irá evitar frustrações e decepções em sua vida. Seja coerente, que você tem uma forte base para ser integro. Confie no Senhor. Fiel é quem chamou, Ele o fará, a seu tempo. Abração, até a próxima…. Lidere onde estiver.
Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)
O versículo 9, do capítulo 2 de Ageu é citado indistintamente em alguns contextos cristãos. Algumas pessoas recorrem a esse texto como uma promessa em relação às suas expectativas quanto ao futuro. Há também aqueles que durante a construção de um novo templo, citam esse verso, a fim de justificar a opulência da construção, em detrimento de um outra que foi demolida. Mas em qual contexto se encontra essa passagem bíblica? A que templo o profeta estava se referindo? É preciso responder essas e outras perguntas, a fim de avaliar a aplicabilidade dessa promessa.
Ag. 2.9, conforme se encontra na Escritura, diz: “A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos”. A princípios, é importante ressaltar que Ageu exerceu seu ministério no segundo reinado de Dario. Naquela época os judeus haviam retornado do cativeiro por decreto de Ciro (Ed. 1.1-4). Os judeus deveriam, a partir dessa condição, restaurarem o templo, que anteriormente havia sido edificado por Salomão. A reconstrução desse novo templo tinha a ver com a própria restauração do culto ao Deus de Israel.
Eles iniciaram a construção do templo, mas essa obra parou por cerca de 18 anos, devido ao desamino dos próprios judeus, bem como as oposições dos inimigos. Após esse período, sob a liderança de Zorobabel (Ag. 2.4), o templo foi reconstruído, ainda que os judeus lamentavam ser esse menos expressivo que aquele dos tempos de Salomão. Mesmo assim, Deus promete para aquele povo que “a glória desta última casa será maior do que a da primeira”. (v. 9). Com essa declaração divina, aprendemos que não é a arquitetura do templo, muito menos a sua grandeza, que determina a presença de Deus no lugar.
O próprio Salomão, na dedicação do templo originalmente construído, indaga: “Mas será possível que Deus habite na terra com os homens? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí” (II Cr. 6.18). Muitos anos depois, em seu sermão em Atenas, Paulo foi bastante enfático: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” (At. 17.24). Os templos, no contexto da revelação do Novo Testamento, têm sua serventia, e devem ser preservados, como lugar de adoração e culto a Deus. Mas ninguém deve pensar que o lugar é determinante para a adoração.
Mais especificamente em relação a Israel, existe a expectativa que o templo destruído seja um dia edificado. Paulo aponta para um tempo no qual o Anticristo estará reinando, e que “braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza”, ao que tudo indica se referido à construção do templo. Durante o período do Milênio, no qual Cristo estará reinando, haverá um templo, a fim de que o culto judaico, centrado no Messias, seja reestabelecido. Mas não podemos esquecer que o Templo de Deus, edificado por Ele mesmo, terá sua realização no céu. Pois, conforme atestou João, “Não vi templo algum na cidade, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo” (Ap. 20.22).
Para os dias atuais, até que esse dia chegue, destacamos a declaração de Jesus, ao responder à mulher samaritana, ao ser questionado sobre o lugar no qual Deus deveria ser adorado: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo. 4.23). A disposição espiritual, por conseguinte, é mais importante que o próprio lugar, e a fundamentação na verdade, que é o próprio Cristo, é essencial. Por isso, aqueles que vão ao templo, a fim de adorar a Deus em espírito e em verdade, seja essa construção grandiosa, ou mesmo muito simples, poderão experienciar da presença de Deus, e é nesse sentido que, “a glória da segunda casa é maior do que a primeira”.
Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)
Porém ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado.( Lucas 14-16:17).
Hoje lhe convido a meditar comigo nesta parábola do Senhor Jesus, quando falou a respeito de um certo homem que preparou uma grande ceia. E “convidou a muitos” – Isso representa a oportunidade que Deus dá aos homens. Pois, assim amou ao mundo, que deu Seu filho Unigênito… A pergunta é: O que fazem os homens com este convite? O que você está fazendo com ele? A Igreja de Deus, através dos seus mensageiros, está proclamando: “Vinde, porque tudo está preparado!” – Jesus já pagou o alto preço, mediante o sacrifício na cruz do calvário. Nada mais se precisa fazer – está tudo preparado! “E o Espírito e esposa (a igreja) dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida!” (Ap. 22.17).
Não despreze o convite, como fizeram os convidados desta ceia, ao apresentarem três desculpas proporias da negligência – O primeiro era dominado pelos cuidados deste mundo – Então, alegou ter comprado um campo, uma fazenda e assim precisava cuidar dos seus bens. De fato o desejo exagerado de possuir propriedades, bens e muitas riquezas, acaba excluindo multidões de pessoas, do reino dos céus. O segundo convidado estava dominado pelos cuidados de muitos negócios – Esse alegou haver comprado cinco juntas de bois, portanto, precisava experimentá-las. Por isso, deveria tê-lo por escusado.
É muito comum no dia a dia, ouvirmos pessoas que nos dizem não dispor de tempo para ir aos cultos, mas prometem que a qualquer momento tiram um tempinho e vão. Essas mesmas pessoas tem tempo para todo tipo de diversões, entretenimentos e variados tipos de lazer e até coisas que abomináveis que desagradam a Deus, todavia não dispõem de tempo para a alma, para a salvação, para Deus. O terceiro convidado apresentou as preocupações familiares: “Ele havia casado, sem dúvidas estaria numa viagem de lua de mel . E assim, os convidados ficaram do lado de fora da festa.
Após contar-lhes esta parábola, o Senhor Jesus solenemente, avisou com respeito àqueles que rejeitaram Cristo, negligenciaram a oportunidade de serem salvos, um dia clamarão: “Abre-nos a porta”, Porém, então, será tarde demais. Os que recusam serão recusados. “Nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia” Concluindo dizemos: “Eis agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação”.
Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)
A assistência aos novos convertidos é um trabalho espiritual pelo qual o novo crente se firma na fé.
Ante a importância que a Bíblia confere ao trabalho de discipulado, o cristão responsável não tem outra opção senão realiza-lo.
O trabalho pelo qual o crente se firma na fé resulta tanto de um treinamento prático como de ensino.
O novo convertido precisa aprender verdades espirituais básicas, e aplica-las à sua vida, para que crie raízes e realmente comece a crescer em Cristo.
O discipulado também implica em assumir um relacionamento de pai e filho com o novo convertido. A Bíblia diz que o novo crente é uma criancinha em Cristo.
Essa comparação é muito adequada. Ele tem carências espirituais de natureza vital, tais como amor, proteção, “nutrição” e instrução, que correspondem exatamente às necessidades físicas de um bebê.
Assim como ocorre no plano físico, o novo convertido precisa de um pai espiritual que cuide dele e lhe forneça esses elementos durante os primeiros estágios de seu crescimento espiritual.
É importante que nos empenhemos no trabalho do aconselhamento de novos crentes. É preciso não somente que firmemos os novos crentes na fé, mas também que demos mais um passo, instruindo-os e desenvolvendo-os para que possam trabalhar eficientemente com outros, depois.
É importante que ele receba instrução na palavra de Deus. E, por último, como o ambiente exerce um papel predominante no período de crescimento, devemos fazer tudo que for possível para integrar o novo crente em uma boa e calorosa igreja.
Porque não pedirmos a Deus que nos capacite a trabalhar com discípulos fiéis, para que nossa vida se multiplique na vida de outros?
FONTE: projeto-timoteo.org
Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? Amos 3.3.
O relacionamento conjugal e a família, de um modo muito especial, é uma escola onde se aprende a amar. A convivência diária obriga a acolher os outros com respeito, diálogo, compreensão, tolerância e paciência.
Este exercício forte de vivência das virtudes faz cada um crescer de modo harmonioso. Para que o acordo aconteça é preciso se conhecer um ao outro.
Ninguém ama a quem não conhece. É fundamental para a vida do casal, que cada um conheça a história do outro; conheça a sua vida, o seu passado, a realidade familiar de onde veio, a fim de poder compreendê-lo, ajudá-lo, amá-lo e perdoá-lo.
Torna-se muito dificil duas pessoas andarem juntas se não houver compromisso, acordo entre os mesmos.
Acordo é concordância entre partes discordantes. Um pacto ou um compromisso estabelecido de forma clara e transparente entre os envolvidos. No acordo deve haver harmonia nos propósitos e combinação.
Uma consonância, que talvez traduza melhor o que seja acordo, pois é manifestar o mesmo som, harmonia no que se toca e faz.
É impossível que duas pessoas andem juntas se possuem propósitos diferentes, pensamentos diferentes e metas diferentes. É impossível que haja harmonia quando cada um defende o seus interesses e suas vontades.
A vida é um jogo de interesses cujo objetivo é sempre vencer e nunca perder. Precisamos concordar com a tática do jogo, se não fica difícil de ganhar a partida. Quando o casal não consegue chegar a um acordo quanto as suas decisões nunca terão um casamento ou uma família vitoriosa.
O profeta Amóos faz um questionamento diante do povo de Deus: Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo? (Amós 3.3).
Caminhar juntos não é fácil, se requer esforço e muito trabalho. A mesma luta e empenho devem ser reforçados para se conquistar um acordo e viver um casamento harmonioso.
Maridos e mulheres devem sempre trabalhar juntos rumo à harmonia em suas decisões.
Alcançar o acordo, porém, é um processo. Processo é uma palavra relacionada com percurso, e significa avançar ou caminhar para frente.
Todos nós somos possuidores de ideias e sentimentos individuais sobre os mais diversos assuntos. Nossos pensamentos e sentimentos nem sempre combinam.
Devemos ouvir sempre e procurar entender e nos comprometer a chegar a um acordo. Cada um de nós deve apresentar sua perspectiva e, então, procurar um denominador comum.
Talvez não concordemos plenamente, mas devemos fazer concessões e mesclamos nossas ideias.
Cada cônjuge deve estar disposto a dar e a mudar situações, que venham propocionar beneficios e bem estar à convivência do casal.
É fundamental que os conjuges se preocupem em colocar como base de qualquer acordo o fundamento do amor. Sem um espírito de amor, que busca o bem-estar do outro, talvez nunca cheguemos a um acordo.
Há casais que alcançaram tudo o que queriam financeiramente, mas não conseguem viver bem juntos. Não adianta ter outras realizações e deixar o relacionamento conjugal se perder.
Precisamos aprender a cultivar a unidade em nosso relacionamento. E isto acontece quando aprendemos a andar de acordo e lidar de forma simples e prática nas questões do dia-a-dia.
Pr. Elumar Pereira (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)
No exercício de nossa liderança uma das certezas que podemos ter é que certamente cometermos erros. Estes, por sua vez, fazem parte da nossa constituição humana e, portanto, sempre estarão presentes em nossas ações.
Entretanto, também é verdade que muitos erros podem ser evitados; e se podem, devem ser. Nosso esforço contínuo de melhoria inclui a diminuição da margem de riscos e a consciência do que estão fazendo com suas devidas consequências. Isto por si só já ajuda bastante na diminuição de erros básicos e sistemáticos.
Dentro desta ótica vamos refletir sobre três erros básicos cometidos por Moises no texto de Números 20. Vejamos:
“E o Senhor falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.” Números 20:7-12
O contexto desta narrativa é bem simples. Houve um problema, estava faltando agua. O povo de Israel reclamou com Moisés e este foi buscar em Deus uma solução. Tudo certo; nada além do trivial na vida de um líder.
Sempre estamos tratando de problemas, buscando soluções diante de necessidades expostas. Pois bem, mesmo diante de um clima relativamente hostil, quando Moises e Arão oraram, Deus respondeu e disse o que era para fazer. Porém, Moisés não fez como Deus orientou e isto lhe custou muito caro; as consequências chegaram.
Neste cenário primeiro erro básico deste grande líder. A Precipitação. Agir sem medir as consequências é fruto de uma mente cansada. Quando estamos muito atarefados, cheios de obrigações e demandas, nos cansamos; isto afeta a qualidade de nossas ações. Aliás, é por isto que cansado você não deve tomar decisões importantes. Sua probabilidade de precipitação se torna exponencial.
A atitude de Moisés em não seguir a orientação de Deus foi uma grave precipitação. Quando tratamos principalmente da obra de Deus, precisamos seguir as orientações do Senhor desta obra.
Depois, o segundo erro básico é o descontrole emocional. Onde perdemos o equilíbrio o estrago está feito. Se perde a razão, se perde a noção e as emoções exaltadas trazem uma dose de ignorância a nossa postura de líder. As emoções fazem parte de sua vida; administra-las é um dever nosso. Impedir que elas venham é praticamente impossível, mas o gerenciamento é possível.
Moisés estava visivelmente irritado. Não era a primeira vez que o povo demostrava uma incredulidade, dúvidas e reclamação. Isto tirou este líder do sério; mas não foi só isto, tirou dele a possibilidade de entrar na terra prometida. Uma dica importante é você ter medidas práticas para combater as emoções tóxicas. Cantar, orar, conversar com amigos idôneos, ter pessoas que você ama por perto, ou seja, alimentar boas emoções ajuda você a equilibrar as situações de estresses; pensa nisso.
Por último Moisés não segue a orientação de Deus e segue sua própria visão de como tratar o problema. Ele se dirigiu ao povo, bateu boca, quando era para falar com a pedra. Se isto não bastasse bateu duas vezes na pedra. Repito o que já afirmei, em se tratando da obra de Deus é preciso redobrar o cuidado para fazer exatamente o que nosso Senhor está orientando para fazer. Esta atitude de submissão a sua vontade nos garante a solução adequada para as situações mais difíceis.
Podemos aprender uns com os outros. Podemos aprender com os erros de grandes líderes como Moisés; até nestes momentos existem lições a serem extraídas para nossa edificação. Deus te abençoe. Lidere onde estiver.
Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)