O termo mentoreação vem da raiz do nome de mentor. Na hostória grega quando o Rei Odisseu saiu para guerra deixou seu filho Telêmaco aos cuidados do seu amigo Mentor para o educar, orientar e guiar em sua formação enquanto ele estava fora. Desde então o termo se tornou sinonimo de alguem que mais experiente compartilhando seu conhecimento com outro alguem “menos” experiente.
A mentoria é um conceito conhecido ao longo da história e várias definições têm sido propostas ao longo do caminho. Aqui eu gostaria de definir mentoria “como um processo relacional em que o mentor capacita um aprendiz (mentoreado) através de uma troca de conhecimento que gera habilidades, desejos, valores, ligações aos recursos para o crescimento e desenvolvimento do potencial de todos os envolvidos nesta boa pratica.
Neste relacionamento, uma pessoa com mais experiência, tanto profissional como cristã, compartilha sua experiência com o mentoreado, que pode se beneficiar com a sabedoria do mentor. Através deste relacionamento, o mentor e o mentoreado podem crescer e aprender a ser mais como Cristo e representálo em todos os aspectos de suas vidas. Uma relação de mentoria bem sucedida depende das contribuições tanto do mentor quanto do mentoreado. Quando ambos contribuem para o relacionamento, ele pode crescer e beneficiar tanto um quanto o outro.
O mentoreado é o primeiro a beneficiar-se da relação de mentoração, embora o impacto possa beneficiar o mentor também. As funções mais comuns de um mentor incluem discipulado, guia espiritual, treinador, conselheiro, professor e modelo. Sendo um mentor, você viverá à sombra do velho ditado de Agassiz, “Dê-me um peixe e eu vou comer por um dia; ensina-me a pescar… e eu vou comer para toda a vida,” e fará a diferença na mudança de vida de seu mentoreado.
Vale a pena enfatizar que a mentoração não é um conceito novo. Tem profundas raízes na História, na Cultura e na Bíblia. Embora a Bíblia não use a palavra “mentoria”, o conceito e os princípios da mentoração estão presentes em muitas histórias e relacionamentos por toda Bíblia. Através deste processo de relacionamento, os personagens bíblicos intencionalmente investem suas vidas, habilidades, experiências e valores em outros, com o propósito de encorajar o crescimento e a maturidade.Os exemplos da Bíblia incluem: Abraão e Ló (Gênesis 12:1-9, 13) Jetro e Moisés (Êxodo 18:13-27) Moisés e Josué (Êxodo 33:11, Números 27:15-23, Deuteronômio 1:38)Davi e Salomão (1 Reis 2:1-9, 3:6-14).
Na mentoreação você tanto pode ter um mentor em especial como múltiplos mentores, para diferentes áreas de sua vida. De repente em seus estudos você tem um mentor, no trabalho outro, na igreja tambem, ou tem aquele que tem capacidade e conhecimento para lhe orientar e ser um exemplo para você em diferentes campos simultaneamente. Pense comigo. Quem é o seu mentor? Quem é a pessoa que serve de exemplo para sua conduta e lhe acompanha? Quem esta lhe auxiliando no seu crescimento de vida? Esta pessoa é seu mentor. Formal ou informal, ela esta sendo. Que tal fazer o mesmo com outra pessoa? Por que não iniciar um processo de mentoreação com alguem que esta precisando de sua experiência e conhecimento? Comece hoje a acompanhar e orientar a vida de uma pessoa, seja o mentor dela, ajude-a a desenvolver o melhor que ela tem. Seja um mentor cristocêntrico, lidere pelo exemplo. Lidere onde estiver. Até nosso próximo encontro.
Pr. Wendell Miranda (2º Vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação e Diretor do Departamento de Evangelismo da AD Mossoró)
Deus pode ser conhecido? É possível desvelar o sobrenatural? A resposta é negativa, se considerarmos os métodos meramente humanos. A menos que Deus se dê a conhecer, ficaremos tateando no escuro. Há aqueles que, como os atenienses dos tempos de Paulo, constroem altares a deuses desconhecidos, assumindo a dificuldade de ter acesso ao verdadeiro Deus (At. 17.16-31). Talvez, por isso, ateus e agnósticos, quando se fundamentam na mera razão, são incapazes de conhecer a Deus. Ainda que, por outro lado, tornamse indesculpáveis, na medida em que pela natureza e consciência, podemos saber que Deus é Criador e Legislador (Rm. 1.19).
Mas é preciso destacar que Deus não pode ser apreendido em Sua totalidade, a menos que Ele mesmo decida se revelar (Jó. 42.2). A expressão do tetragrama hebraico YHVH, cuja pronúncia é desconhecida, reforça esse ocultamento do Eterno em relação às pessoas (Ex. 3.14). É nesse sentido que o profeta reconhece que o Deus de Israel é Alguém que verdadeiramente se oculta (Is. 45.15). Por causa disso, há quem não acredite que Ele seja pessoal e conhecível, e que esteja ausente da criação. Se confiarmos apenas na razão, e nos fundamentarmos na tradição científica, ou na religiosidade, concluiremos que muito pouco podemos saber a respeito de Deus.
Para os cristãos, o Criador dos céus e da terra não está oculto, Ele SE revela, esse é o motivo pelo qual dizemos que conhecemos a Deus. A palavra hebraica neum significa “enunciado, palavra ou revelação”, geralmente é traduzida para o português como oráculo ou declaração. Mas é no grego do Novo Testamento que temos uma expressão mais ampla da revelação divina. O termo apokalypsis aponta para algo que foi descortinado à humanidade. O último livro da Bíblia traz justamente esse nome, pois se refere às revelações de Jesus Cristo dadas a João na ilha de Patmos, a respeito das últimas coisas que deverão acontecer (Ap. 1.1).
Além de João, o apóstolo Paulo recebeu revelações do Senhor (II Co. 12.1,7; Gl. 1.12; 2.2), instruindo também a igreja de Corinto a respeito dos dons espirituais, e das revelações que o Espírito disponibiliza à igreja (I Co. 14.6). No entanto, essas revelações dependem do crivo do apocalypsis de Jesus Cristo, que não está restrito ao último livro da Bíblia, mas a tudo que Ele revelou nos evangelhos (Lc. 24.44,45). Ele é o princípio da revelação de Deus, que será completada escatologicamente, quando for revelado como Senhor do universo (I Co. 1.7; II Ts. 1.7; I Pe. 1.7, 13; 4.13). Por esse tempo, Deus julgará a todos (Rm. 2.5), e os filhos de Deus serão revelados (Rm. 8.19).
Mas o sentido neotestamentário do apocalypsis é mais amplo, e se fundamenta no próprio Cristo. Isso porque o Deus Oculto de Is. 45.15 e Desconhecido de At. 17.16 se deu a conhecer quando se fez carne (Jo. 1.1). Jesus Cristo é a revelação do mistério do plano de Deus que inclui os gentios, desfazendo as separações humanas (Lc. 2.32; Rm. 16.25; Ef. 3.3). A maneira mais confiável de conhecer a Deus é olhar para Cristo, cuja mensagem se encontra nas páginas das Escrituras. Jesus é o cumprimento das profecias da Antiga Aliança (Mt. 5.18), Seus discípulos registraram os ensinamentos dEle (Jo. 14.26).
Podemos conhecer a Deus não por meio da especulação filosófica, muito menos dos métodos científicos. Em relação a Deus esses campos do conhecimento pouco têm a dizer, pois os arautos de Deus foram entregues aos profetas e apóstolos, a quem YHVH manifestou Seus desígnios (Jr.1.4-19; I Co. 2.13; II Pe. 1.16-21). As Escrituras são suficientes para nos revelar o que precisamos saber a respeito de Deus, e para vivermos para Sua glória (II Tm. 3.16,17). Na pessoa de Cristo temos o rosto paterno de Deus (Jo. 14.9), que na plenitude dos tempos soberanamente se deu a conhecer (Gl. 4.4,5), de modo que o propósito central das Escrituras é revelar Cristo (Jo. 5.39; I Co. 15.3).
Portanto, se quisermos conhecer a Deus, devemos nos voltar para o evangelho, nEle está o ápice da apocalypsis de Deus (Hb. 1.1,2). Quando Simão Pedro fez sua confissão de fé em relação a Cristo, reconhecendo-O como Filho do Deus Vivo, Jesus declarou que aquele discípulo não teria do que se gloriar, pois o próprio Deus o havia revelado (Mt. 16.16,17). Pela graça de Deus recebemos a neum/apocalypsis, pela qual somos gratos ao Senhor, que entregou àqueles que se consideram fracos e pequeninos, os mistérios da Sua glória (Mt. 11.25).
Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)
No final da lista das 16 obras da carne (Gl 5.19-21), são mencionadas as bebedeiras (gr. methe), orgias (gr. komos) e as “coisas semelhantes a estas” (gr. kai ta homoia toutois), acerca das quais apóstolo Paulo declarou que “…os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.21).
O termo grego “methe”, que aparece em Gl 5.21, só aparece em mais dois versículos da Bíblia (Lc 21.34; Rm 13.13), e significa bebedeira ou embriaguez devido ao consumo de bebida alcoólica. No primeiro versículo Jesus nos advertiu para que o nosso coração não ficasse sobrecarregado pela embriaguez e, assim, despreparados para a vinda de Jesus (Lc 21.34). No segundo versículo, Paulo aconselha-nos que não devemos nos comportar como bêbados, mas com decência, como quem age à luz do dia (Rm 13.13).
No Novo Testamento Grego, outras palavras também são utilizadas para descrever as bebedeiras, seus praticantes e suas consequências: 1) “methusos” se refere às pessoas que têm o hábito de beber demais, as quais são chamadas de bêbados, beberrões ou intoxicados pelo álcool (1 Co 5.11; 6.10); 2) o verbo “methusko” significa a prática de se embebedar ou embriagar (Lc 12.45; 1 Ts 5.7; Ef 5.18); 3) “methuo” se refere principalmente ao estado de embriaguez ou ebriedade de uma pessoa (Mt 24.49; Jo 2.10; At 2.15; 1 Co 11.21; 1 Ts 5.7; Ap 17.2,6); 4) “potos” ou “poton” significam tanto o ato de beber, como o de farrear, sendo traduzidas para o português geralmente pelas palavras “borracheira”, “bebedeira” ou “farra” (1 Pe 4.3); 5) “oinophlugia” significa a embriaguez causada pelo consumo excessivo de vinho, geralmente traduzida em 1 Pe 4.3 por “bebedeiras” ou “bebedices”; e 6) “kraipale”, que é o termo traduzido por “consequências da orgia” em Lc 21.34 (ARA), denota o comportamento desregrado de um bêbado, totalmente sem controle e sem pudor, mas cheio de indiscrição e imodéstia.
Nos tempos bíblicos, as pessoas que viviam na região do Mar Mediterrâneo não conheciam o processo de destilação de bebidas alcoólicas, o qual produz a cachaça e o uísque. As bebidas alcoólicas conhecidas eram produzidas a partir da fermentação de suco de frutas (principalmente uva) e cereais (como a cevada). A bebida alcoólica mais conhecida e consumida daquele tempo era o vinho (gr. oinos) fermentado, que era consumido tanto puro quanto misturado com água para diluir o seu efeito embriagante.
A Bíblia registra vários casos de pessoas que ficaram embriagadas e causaram problemas, a exemplo de Noé (Gn 9.20-24), Ló (Gn 19.30-35), Nabal (1 Sm 25.36), Urias (2 Sm 11.12,13), Amom (2 Sm 13.28), o rei Elá de Israel (1 Rs 16.8-10) e BenHadade da Síria (1 Rs 20.16). O sábio Salomão aconselha a abstinência do vinho, uma vez que a embriaguez traz consequências terríveis (Pv 20.1; 21.17; 23.29-35; 31.4-5). O profeta Isaías também denunciou a embriaguez do povo de Judá (Is 5.11,22;28.1,3,7,8).
No Novo Testamento, a Bíblia diz que o servo que vive bebendo e se embriagando com os ébrios não está vigiando, mas despreparado para a vinda de Jesus (Mt 24.49; Lc 12.45). Jesus contou a parábola da figueira para exortarmos acerca da vigilância e advertiu: “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo…” (Lc 21.34 – ARA). Paulo também desaconselha a bebedeira e exorta os crentes a serem vigilantes e sóbrios (1 Ts 5.6-7), afirma que não devemos andar em orgias e bebedeiras (Rm 13.13), e diz que o cristão verdadeiro não deve se associar ou comer com os falsos crentes que são beberrões e que vivem na prática de diversos pecados (1 Co 5.11).
Exortando à Igreja, apóstolo Pedro aconselha-nos que “…de agora em diante, vivam o resto da sua vida aqui na terra de acordo com a vontade de Deus e não se deixem dominar pelas paixões humanas. No passado vocês já gastaram bastante tempo fazendo o que os pagãos gostam de fazer. Naquele tempo vocês viviam na imoralidade, nos desejos carnais, nas bebedeiras, nas orgias, na embriaguez e na nojenta adoração de ídolos” (1 Pe 4.2-3 – NTLH). Portanto, bebedeiras e orgias são obras que caracterizam o “velho homem” e não fazem parte da nova vida que levamos na presença de Deus (Rm 6.6; 2 Co 5.17; Ef 4.22-24; Cl 3.5-10). A embriaguez é um pecado tão sério, a ponto de a Bíblia afirmar que os bêbados não são salvos e não herdarão o reino de Deus (Gl 5.21), a menos que se converta a Cristo (1 Co 6.9-11). Diante do exposto, sigamos a recomendação da Palavra de Deus: “E não vos embriagueis com vinho, que leva à devassidão, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18 – AS21).
Ev. Fábio Henrique (1º Secretário da AD Mossoró e professor da EBD e do CETADEM)
Eu nunca vou perdoar! Esta frase está muitas vezes presentes em conflitos familiares e conjugais e expressa os sentimentos de dor de uma pessoa que sofreu um dano ou foi ferida por condutas de uma pessoa próxima de quem esperava acolhimento e amor.
Quando somos feridos, temos de fato uma decisão bastante difícil pela frente: Perdoar ou manter a mágoa? Algumas pessoas dizem, com sinceridade, que perdoam, mas não conseguem esquecer o evento que causou a dor, tampouco conseguem relacionarse novamente com quem lhes causou o dano e sofrimento – mesmo quando tal pessoa é o próprio cônjuge.
Aqui está um erro comum na interpretação do significado do perdão – “perdoar não significa esquecer”. Nossa memória é o mais poderoso HD que existe e nenhuma de nossas experiências nela gravadas é apagada, salvo por alguma doença ou traumatismo. Muitas coisas podem ficar escondidas em cantos remotos da memória e serem de difícil acesso, especialmente quando acumulamos experiências, mas jamais são apagadas e com algum esforço podem ser acessadas.
Então, se perdoar não significa esquecer, o que realmente é perdoar? Talvez a minha resposta não seja muito “teológica”, mas perdoar é livrar-se da compulsão neurótica da repetição.
Explico melhor: enquanto não perdoamos o dano que sofremos, a nossa tendência é ficar repetindo para nós mesmos o que o outro nos fez, que não merecíamos isso, que aquilo que sofremos dói demais, que somos infelizes pelo dano que sofremos etc.
Essa repetição continua – para nós mesmos ou para os que nos rodeiam – é uma espécie de neurose. Livrarmonos disso é sempre um sinal de saúde emocional.
Sendo assim, o perdão é um caminho que Deus nos oferece para nos livrarmos da compulsão neurótica da rememoração do dano e da dor sofridos. Perdoar é poder escolher de novo. É reconhecer que os outros não são responsáveis por nossa infelicidade.
Entretanto, esse não é um caminho simples. Existem alguns aspectos que precisam ser observados no processo do perdão.
Em primeiro lugar, precisamos entender que o perdão é algo que fazemos em benefício próprio. Porquê? Quando eu posso, de forma honesta e sincera dizer: “Fui ferido, fui magoado, não merecia isso, mas aconteceu e agora quero parar de repetir isso e decido perdoar o outro”, então passo para uma nova dimensão – a da liberdade que posso experimentar.
Todavia, somos relutantes em perdoar porque, em segundo lugar, perdoar é arriscar-se a ser ferido novamente. E se o outro fizer de novo? Vou passar por idiota? Como vai ficar minha autoestima? É preciso correr esse risco se queremos gozar de saúde emocional. Creio que seja por esse motivo que Jesus nos incentiva a perdoar 70×7 – por nossa saúde emocional.
Por fim, o perdão conduz a pessoa a um novo âmbito relacional, reafirmando a coparticipação na vida – somos membros uns dos outros e isso nos constitui em um novo modelo de família.
O perdão é a reintegração do filho que estava longe na busca de perversões oferecidas em outra região, mas que volta a si (estava fora de si – louco) e regressa para a casa do pai.
Neste sentido, o exercício do perdão produz uma restauração familiar inclusiva – um “emparentamento”, fazendo do outro um parente, irmão em Cristo.
Este é o ministério da reconciliação a que somos chamados (2Co 5.).
* Texto extraído do quadro ”casamento e família “, revista Ultimato 354-maio/2015
Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)
As festas juninas são um conjunto de celebrações aos santos Antônio, Pedro e João, tendo seu início no dia 12 e seu término no dia 29 de junho.
Fogueiras são acesas e muitas adivinhações são feitas, numa verdadeira invocação aos tais santos, como se eles tivessem algum poder para predizer o futuro, o qual só a Deus pertence.
Essas celebrações nos fazem recordar os cultos que os antigos prestavam a deusa “Juno”, segundo a mitologia romana. Os festejos a essa deusa eram denominados junônias, talvez esteja aí a origem das festas juninas, já que a religião do império romano incorporou as práticas pagãs ao cristianismo.
Mas, pensemos que as festas juninas tenham se originado dentro do cristianismo, mas com que fundamento bíblico? O santo casamenteiro, Antônio de Pádua, não é bíblico, faleceu ainda jovem e tempos depois foi canonizado pela igreja de Roma e nenhum exemplo de vida conjugal deixou, pois foi um celibatário irresistível.
uma das colunas da igreja em Jerusalém. Nunca aceitou oferendas, nem adoração, tão pouco culto a sua pessoa. Foi apóstolo de nosso Senhor Jesus Cristo e em suas epístolas nos exorta a que vivamos uma vida de santificação a Deus.
João, igualmente é bíblico, nasceu de uma forma milagrosa e desenvolveu seu ministério como profeta de Deus, alcançando um fim tão trágico, foi decapitado na prisão.
As festas juninas são folclóricas e religiosas, porém dentro de um contexto pagão e não bíblico, pois envolvem adivinhações, danças, comidas, bebidas, etc.
Porventura, não eram assim as festas pagãs na antiga Babilônia? Oxalá, os que celebram as festas juninas se lembrassem das recomendações de Pedro e João, o primeiro afirmou dizendo: E em nenhum outro há salvação; por-que debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos (At 4.12), o segundo também declarou: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
As festas juninas são impregnadas de superstições e um cristão atento não se deixa levar por esses pensamentos nocivos à fé cristã. Até mesmo as fogueiras são formadas diferente uma das outras; Santo Antônio: as lenhas são montadas em forma de quadrado; São Pedro: as lenhas são atreladas em formato triangular; São João: as lenhas são colocadas semelhantes a uma pirâmide.
Enfim, as festas juninas, a exemplo do carnaval, são regadas ao álcool, comidas, danças e muita luxúria, o que a Bíblia condena terminantemente e, o apóstolo Paulo nos adverte dizendo: E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (I Ts 5.23). O apóstolo Pedro também nos alerta com as seguintes palavras: mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento (I Pe 1.15).
“Para que todos sejam um”
Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).
A origem da celebração junina remonta aos antigos rituais pagãos. No hemisfério norte, o mês de junho é o período de solstício de verão. Nessa época especialmente nos dias 21 a 24, egípcios, sumérios, romanos, bascos e celtas invocam a fertilidade através de rituais a deuses.
Na mitologia romana, pagãos prestavam culto à deusa Juno cujos festejos eram denominados junônias. Adaptado no Brasil para junina. Os primeiros registros por aqui datam e 1603, pelo Frade Vicente do Salvador, que ressaltou o fato de os índios aceitarem de bom grado o dia de “São João Batista”, por causa das fogueiras e capelas.
Os historiadores registram que os rituais de colheita e fertilidade eram tão fortes na Idade Média, que a Igreja católica romana resolveu aproveitar a festa adaptando-a para seu calendário. Ela foi trazida ao Brasil pela colonização portuguesa. A quadrilha e o mastro são elementos do ritual PAGÃO que permanecem até hoje.
O culto pirolátrico, próprio da festividade junina teve início em Portugal, onde antigamente acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha a finalidade de espantar o diabo e seus demônios na noite de “São João”.
Os fogos de artifícios e as fogueiras são formas de culto de antiguidade, ovacionando as imagens. Mas, por trás deles estão os ídolos. São Paulo afirma em I Coríntios 10:19, que o ídolo não é nada, mas o que o venera se oferece aos demônios e o crente fiel não pode se envolver com isso.
Quem se envolve comete o elemento idolátrico.Na Bahia, a festa de santo Antônio é confundida com a de Ogum. Um ídolo guerreiro da cultura afro-brasileira. Contudo em especial neste Estado, o catolicismo romano mistura-se com a Umbanda e Candomblé, religiões espíritas sem nenhum constrangimento.
Fui convidado para pregar e participar em outro Estado de uma festa de aniversário, era o dia 24 de junho. Quando entrei na igreja tinha uma faixa no púlpito: “Participe da maior SAOCRISTOBATISTA do mundo”. Foi difícil, mas preguei o texto de São Paulo I Co. 10:20 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.”
Diz o apóstolo Paulo Romero. “Isso é perigo porque a igreja começa a imitar o mundo.” O também apóstolo Natanael Rinaldi alerta que a mistura de costumes religiosos impróprios à luz da Bíblia pode levar ao envolvimento com práticas herdadas do paganismo. Este ano fui convidado pelo prefeito da cidade para juntamente com a Igreja que pastoreio fazer parte num final de semana, assumir as festividades de “Mossoró Cidade Junina”. Não senhor prefeito, muito obrigado. Mas não dá certo para nós, não. Sai dela povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados (Ap. 18: 2-4).
Pr. Francisco Cícero Miranda (Presidente da Assembleia de Deus em Mossoró e Região)
“Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel a seu cônjuge” Ml 2.16
Os lares de Israel estavam desolados, eles perguntavam por que Deus não recebia mais os seus sacrifícios. Deus então levanta o profeta Malaquias que anunciou a sua mensagem, dizendo: “É porque Deus sabe que você tem sido infiel para com seu cônjuge, com quem se casou na sua mocidade, você quebrou a promessa que fez na presença de Deus” (Ml 2.14).
O Povo não estava obedecendo às leis de Deus, nem honrando a família e ao cônjuge, era, portanto necessário que eles abandonassem os seus pecados e as suas maldades. Aqueles que se arrependessem e voltassem para Deus seria novamente o seu povo.
Nos dias de hoje podemos contemplar o mesmo quadro. Quantos lares desanimados, acometidos por um grande número de abandono, separações, divórcio, filhos dispersos. Deus tem levantado por profeta a sua Igreja para os dias atuais, levando a sua mensagem, porém poucos têm se voltado para o que está sendo dito.
Lembro-me do escritor Myles Munroe que escreveu um comentário em seu livro: “O proposito e o poder do amor e do Casamento”, que diz: “Vivemos em uma sociedade descartável que perdeu em grande parte qualquer sentido real de permanência. É um mundo de expiração de datas de validade, vida limitada na prateleira e onde as coisas rapidamente se tornam ultrapassadas. Um dos principais sintomas de uma sociedade doente é quando apresentamos em nossos relacionamentos humanos a mesma atitude de descompromisso e impessoalidade que mostramos com relação aos itens inanimados e descartáveis que utilizamos na vida cotidiana.
Ele continua dizendo: “Contudo o casamento ainda é o mais profundo e íntimo de todos os relacionamentos humanos, ainda que esteja sob ataque”.
Diante de tantos desafios o que fazer? Sabemos que Deus estabeleceu e ordenou o casamento logo no início da história da humanidade. Gênesis 2.18 e 21 diz: “Então, Deus uniu homem e mulher e confirmou seu relacionamento como marido e mulher, determinando, desta forma, a instituição do casamento. Um homem e uma mulher que se tornam “uma só carne” segundo o plano de Deus não podem se separar sem que sofram um grande dano ou até mesmo destruição.
Quando Deus ordenou que o homem e a mulher devesse se tornar uma só carne, tinha em mente um relacionamento permanente e perpétuo.
O escritor Myles continua: Jesus, o grande mestre, tornou isto bastante claro durante sua discussão sobre o divórcio com alguns fariseus. Os fariseus perguntaram a Jesus se era permitido ao homem se divorciar de sua mulher, ressaltando que Moisés havia tornado o divórcio lícito.
Respondeu Jesus: “Moisés escreveu essa lei por causa da dureza de coração de vocês”. Mas, no princípio da criação Deus os fez homem e mulher. Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e os dois se tornarão uma só carne. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu ninguém o separe (Mc 10.5-9).
Jesus expôs seus projetos para a família. Ele nos faz lembrar o que diz: Mateus 7.24 sobre a casa edificada sobre a rocha. Vem a tempestade, mas ela permanece firme. Nós cristãos, que valorizamos a família, temos que conhecer os princípios fundamentais de estabilidade familiar.
Desde o velho testamento, o Senhor havia estabelecido bases familiares para o povo de Israel. Moisés, que foi o legislador do antigo pacto, mostrou aquilo que poderia solidificar a família e torna-la bem sucedida.
Deuteronômio 6.1-5 afirma: “…amarás ao Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu poder…”, isto é regra de vida de uma família sensível à voz de Deus. Família que ama a Deus, dentro do lar, com todo coração, força e alma, tem uma vida de obediência.
Provérbio 2.4 “Porque o Senhor dá a sabedoria…”. A família sensível à voz de Deus. Pv 1.33 “Mas o que me der ouvidos habitará seguramente…”.
Três áreas fundamentais: Temor a Deus, ouvido sensível à voz de Deus, e uma vida de obediência. É preciso que a família vivencie a fé, vivencie a palavra de Deus, oração e jejum, vivencie os mandamentos de Cristo do amor e perdão. Este amor a Deus de todo coração, precisa ser vivenciado e transmitido aos filhos e netos, com convicção. Quando eles te perguntarem a razão de tua fé, você precisa ter este testemunho. Deuteronômio 6.20-21. Sabemos que não é fácil ser família cristã nos dias atuais. Mas é possível desde que sigamos os ensinamentos de Jesus, para que nossos filhos e netos possam conhecer a unidade que nos legou nossos pais. De acordo com o Salmo 127, se Deus não for o Senhor da casa, se os seus planos de família não forem os do Senhor, em vão trabalham os que a edificam.
Deus abençoe sua Família.
Pr. Elumar Pereira (Diretor do Departamento da Família – DEFADEM)
Em todos os contextos de trabalho existe uma grande valorização das pessoas que aprenderam a trabalhar em equipe. Seja no mundo corporativo ou eclesiástico, quem desenvolveu esta capacidade, sempre terá espaço para atuar e renderá grandes resultados.
Apesar de ser algo politicamente correto e conceitualmente de fácil aceitação, a vivência prática deste princípio se constitui um desafio.
Primeiro porque uma das quebras de mentalidade que um líder que trabalha em equipe precisa realizar é a ideia do individualismo. Se você só pensa em você e não aceita sugestões, não se abre para as contribuições de seus pares e colaboradores, então, será muito doloroso e difícil sua atuação em equipe ou ainda poderá acontecer que você desfrutará apenas de dividendos parciais da força do grupo que está liderando.
Cada membro de sua equipe tem características pessoais que se somam às suas e, isto, gera o que é chamado de “sinergia”, que é a convergência de forças na mesma direção; assim é que se trabalha em equipe.
Neste contexto, o individualismo, egocêntrismo, orgulho, “olhar somente para seu umbigo” formam o oposto de uma equipe. Realmente não é fácil, principalmente com pessoas de temperamentos fortes e uma acentuada liderança autocrática, porém digo a vocês que vale a pena tentar, se esforçar, educar a si mesmo neste sentido e, então, fomentar o bom conceito de uma equipe. Outra coisa que deve ser feita é ampliar sua visão e de seus liderados para perceberem a riqueza de contribuições e benefícios vindos do trabalho em equipe.
Jesus nos ensinou isto (Lucas 6:12-16). Ele poderia fazer tudo sozinho, de fato poderia, mas não fez assim. Ele escolheu doze discípulos e os moldou, capacitou e enviou.
Foram três anos de preparação. Eles deram trabalho, mas aprenderam a trabalhar. Cada um com suas habilidades, talentos e “jeito” de ser; mas foram usados por Jesus para cumprir o ministério apostólico.
Comece a olhar para as pessoas que estão ao seu lado. Envolva-as, ajude-as, ensine-as, permita que elas façam parte da boa obra que lhe foi confiada. Certamente nem tudo será igual a você, mas cada um poderá colaborar segundo os dons e ministérios recebidos por parte de Jesus Cristo.
As vezes precisamos abrir o coração e perceber que as metodologias podem ser diversificadas, desde que se mantenha o mesmo espírito e propósito.
Invista em sua equipe constantemente e obtenha os resultados de excelência no que faz. Invista pouco em sua equipe e visualize a mediocridade rondando sua liderança.
Você consegue trabalhar em equipe? Aceita conviver e compartilhar com diferentes pessoas? Aprendeu a respeitar a opinião do outro? Nutre um sentimento de confiança no seu grupo de atuação? Vença as síndromes de “cavaleiro solitário”, “exercito de um homem só” ou “singularidade exclusivista”; dedica tempo, amor e atenção a desenvolver equipes fortes e duradouras.
Sozinho, você não suporta muito tempo. Em equipe você gera um legado.
Abração meus queridos, até nosso próximo encontro onde falaremos sobre Mentoreação: Liderança baseada no exemplo. Lidere onde estiver.
Pr. Wendell Miranda (2º Vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação e Diretor do Departamento de Evangelismo da AD Mossoró)
A santidade de Deus é uma doutrina exposta ao longo das Escrituras. Ao mesmo tempo, a pecaminosidade humana é também atestada em várias passagens bíblicas. Por causa dessa condição o ser humano não pode ter acesso direto a Deus, carecendo de um mediador que possibilite a reconciliação. A palavra grega para mediador é mesités, substantivo derivado do adjetivo mesos, cujo significado é “meio”. Sendo assim, um mesités é alguém que se coloca no meio de uma desavença entre duas partes, a fim de favorecer um entendimento.
Moisés certamente foi o principal mediador da Antiga Aliança, que se colocou entre Yahweh e o povo, trazendo a mensagem de Deus aos israelitas (Gl. 3.19-20). Quando o povo pecava contra Deus, Moisés também intercedia para que Deus o perdoasse. Não existe da língua hebraica o verbo “mediar” ou o substantivo “mediador”. Ainda que Jó, em meio a sua aflição, tenha desejado que existisse um árbitro, yakach em hebraico, para defendê-lo perante o Senhor. A situação de Jó era angustiante porque ninguém poderia defendê-lo diante das acusações do Eterno.
Somente Deus é capaz de defender, ou melhor, mediar o relacionamento do ser humano com Ele. Por isso Ele mesmo proveu um mesités para que a humanidade pudesse se aproximar dEle. Esse é Jesus Cristo, a resposta de Deus ao pecado do homem, a salvação proveniente pelo próprio Deus. Em Cristo Deus se interpôs com Deus, com o intuito de resgatar os pecadores da perdição. Por isso Paulo assume que Jesus é o mesites entre Deus e nós, somente por meio dEle podemos obter reconciliação com o Senhor (I Tm. 2.5).
Ele mesmo declarou, em Jo. 14.6, que ninguém poderia se achegar ao Pai se não fosse por Ele. O autor da Epístola aos Hebreus, em consonância com essa declaração, afirma que Jesus é o mesités de uma nova aliança (Hb. 9.16; 12.24). E a mediação de Jesus que assegura nossa salvação, o sangue que Ele derramou na cruz é suficiente para nos tornar aceitos por Deus. Por causa dEle agora podemos nos aproximar com confiança diante do trono da graça, a fim de encontrar misericórdia e achar graça (Hb. 4.16).
Como Mesites, Jesus tanto comunica a vontade quanto o caráter de Deus. Ele completa a intenção amorosa divina de salvar as pessoas das consequências e da condição do pecado. Em II Co. 3.17-18 Paulo contrasta a mediação de Moisés e Jesus, argumentando que quando Moisés entregou a torah ao povo hebreu, precisou usar um véu, a fim de evitar que o povo visse a glória de Deus (Ex. 34.29-35). Mas a mediação de Jesus é diferente, está fundamentada na fé em Seu sacrifício na cruz.
Por isso Paulo deixa claro para Timóteo que somente Jesus media perfeitamente a relação entre o divino e o humano (I Tm. 2.5). Ninguém é capaz de fazê-lo por méritos humanos, por meio das suas obras (EF. 2.8,9), nem os anjos nem os santos podem fazê-lo (Cl. 2.18). Mesmo a mediação de Moisés foi temporária, apontava para a eterna mesités que alcançaria sua plenitude em Cristo (Hb. 3.3). Por esse motivo todas as pessoas são convidadas a se aproximarem de Deus, pela fé nesse Supremo Mediador, Jesus Cristo.
Por causa dEle a separação entre o Deus Santo e o homem pecador foi desfeita, resultando na reconciliação, oportunizando intimidade tal que podemos chamá-lo de Aba, Pai (Mt 6.9; Gl. 4.6).
Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)
Discórdia ou dissensão (gr. “dichostasia”) e facção ou heresia (gr. “hairesis”) são duas das nove obras da carne que se manifestam nas relações interpessoais (Gl 5.20-21 – ARC). Em Gálatas 5.20, o Novo Testamento Grego traz as palavras dissensão e heresia no plural, dando ideia da diversidade de operações e de manifestações desses pecados da carne.
O vocábulo “dichostasia” só aparece duas vezes no Novo Testamento Grego (Rm 16.17 e Gl 5.20) e significa, literalmente, a divisão de um grupo anteriormente unido, em dois grupos rivais que se opõem um ao outro por meio de discórdias e dissensões. A “dichostasia” é um sentimento carnal que faz com que as pessoas fiquem à parte, com raiva dos outros, sem gostar da outra parte, e vendo os outros como inimigos. Transforma um grupo anteriormente unido, em dois grupos bipolares: “eu e você” ou “nós e eles” ou “contra e a favor” ou “esquerda e direita” ou “os do bem e os do mal” ou “amigos e inimigos”.
Escrevendo aos Romanos, Paulo recomendou que aquela igreja tivesse cuidado e se afastasse de pessoas que causam divisões, dissensões e rachas nas igrejas (Rm 16.17). Na igreja de Corinto havia quatro divisões ou grupos, a saber: os de Paulo, os de Apolo, os de Pedro e os de Cristo (1 Co 1.11-13). A existência dessas divisões era um sinal claro da carnalidade daquela igreja, conforme denunciou apóstolo Paulo em 1 Co 3.1-9.
No mundo em que vivemos, diariamente a gente se depara com divisões e segregações de pessoas, classes sociais, partidos políticos e raças, sem falar de algumas divisões trágicas que podem ocorrer no meio dos crentes, como as divisões eclesiástica e teológica.
Sabiamente, Jesus declarou: “…Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12.25b – AS21). Por este motivo, Jesus orou por seus discípulos e pediu ao pai “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti…” (Jo 17.21a). Aos Coríntios, Paulo ensinou que a Igreja é um só corpo composto de diferentes membros, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres (1 Co 12.12-14), mas o certo é que há muitos membros, mas um só corpo (1 Co 12.20). Dessa forma, a Bíblia reconhece as diferenças entre os membros da Igreja, mas estes devem viver em união, cooperando e cuidando uns dos outros (1 Co 12.25). Isso é possível porque em um só Espírito todos nós fomos batizados em um só corpo, que é a Igreja (1 Co 12.13).
Visto que há um só corpo, um só Espírito, um só Senhor, uma só fé, um só batismo e um só Deus e Pai de todos (Ef 4.4-6), devemos andar “…como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.1-3). Leia Cl 3.12-15.
Como antídoto contra a “dichostasia”, temos que tratar os outros com mais amor e tolerância e aprender a conviver com as diferenças, mas sem negociar princípios imutáveis da Palavra de Deus. Temos que manter a unidade na diversidade. Leia Rm 12.16; 1 Co 1.10; 2 Co 13.11; Fp 2.2; 1 Pe 3.8.
O vocábulo grego “hairesis”, que aparece em Gl 5.20, geralmente é traduzido para o português por “heresia”, “facção” ou “partidarismo”. No grego, a palavra “hairesis” não é necessariamente uma palavra má, porque significa um ato de escolher, ou uma escolha. No Novo Testamento, “hairesis” denota um grupo de pessoas que pertencem a uma escola específica de pensamento e ação e que sustentam um tipo de crença. Trata-se de um grupo de pessoas que escolheu o mesmo modo de crer e de viver.
O termo “hairesis” ocorre apenas nove vezes no original grego, sendo utilizado positivamente para se referi à Igreja (At 24.5,14; 28.22) ou às seitas (facções) dos Saduceus (At 5.17) e dos Fariseus (At 15.5; 26.5). No sentido negativo, “hairesis” pode se referir a um pecado da carne (Gl 5.20), a um ensinamento falso que pode surgir dentro da Igreja (2 Pe 2.1) e à grupos, partidos ou facções que surgem dentro da Igreja (1 Co 11.19).
A discórdia ou divisão ou dissensão é um pecado da carne que se refere ao espírito faccioso que, quando entra em ação, promove a divisão ou racha de um grupo em duas facções ou dois partidos rivais, o que enfraquece o grupo e prejudica a união. Porém, o crente nunca deve cometer esses pecados da carne, pois a Bíblia afirma: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133.1).
Ev. Fábio Henrique (1º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD e do CETADEM)
Meus amados irmãos, compartilhamos neste espaço uma reflexão bastante interessante de autoria do pastor Altair Germano que fala da necessidade de sermos sensíveis e obedientes ao chamado do Senhor para levar o conhecimento da verdade a outras pessoas.
Creio que essa leitura servirá de inspiração e edificação a todos nós.
Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? [Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo. (Atos 8.26-39)
O texto bíblico nos informa que Filipe realizava uma excelente obra em Samaria. O amor de Deus faz com que ele tire um servo seu de um trabalho junto a uma grande multidão, e o direcione para uma região deserta a fim de evangelizar uma única pessoa.
No caminho que desce de Jerusalém para Gaza, sob a orientação do Espírito Santo, Filipe aproximou-se do eunuco, e ouvindo-o ler o livro do profeta Isaías, perguntou se ele estava compreendendo o texto. A resposta do eunuco foi negativa. Filipe se prontificou dessa forma a ajudá-lo na interpretação e entendimento das Escrituras, e isso aconteceu de uma forma tão clara, que o eunuco creu em Jesus para a sua salvação, confessando-o como Filho de Deus, para logo em seguida ser batizado nas águas, e depois seguir o seu caminho alegremente, convicto de sua salvação.
Todos os dias, semana, meses e anos, milhares de pessoas frequentam reuniões religiosas de adoração, sem, contudo, conhecer de fato o verdadeiro Deus e seu Filho Jesus Cristo. Era essa a condição do eunuco, superintendente do tesouro de Candace, rainha dos etíopes.
Desejoso de conhecer a Deus, e de entender o seu grande plano de salvação, o eunuco lia a Escritura, mas não conseguias entendê-la claramente. Temos, dessa maneira, duas situações bastante peculiares em nossos dias: Pessoas que frequentam reuniões religiosas, mas não conhecem de fato o Deus que adoram, e pessoas que leem a Bíblia, mas que não a entende.
Deus considera o desejo daquele que em sinceridade o busca. Conhecedor do coração do eunuco etíope, Ele providenciou graciosamente um meio para que aquele homem pudesse conhecer o seu grande plano de salvação em Jesus.
Por seu grande amor por nós, em graça e soberania, o Senhor ainda continua provendo oportunidades e meios para que as pessoas possam conhecer a Jesus Cristo, o seu Filho, e conhecendo-o aceitem o seu plano de salvação, e assim prossigam em júbilo a jornada da vida.
FONTE: www.altairgermano.net
Pr. Francisco Vicente (1° vice-presidente da AD Mossoró e diretor do Departamento de Missões)
Todo crente verdadeiro luta em sua rotina de vida para conseguir ter uma vida cristã que agrade a Deus. Isso porque a luta entre carne e Espírito é real, assim como nos afirma Paulo em Gálatas 5.17: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si”. Isso significa que diariamente estaremos em guerra para tornar a nossa vida cristã uma realidade e não somente uma teoria que temos em mente.
Pensando nisso, gostaria de compartilhar algumas dicas para que estejamos firmes e fortes nessa guerra e, assim, possamos ter uma vida cristã produtiva, de forma que possamos crescer ainda mais, como Deus deseja.
AS COISAS NÃO CAIRÃO DO CÉU
Apesar da bênção sempre presente e constante do Senhor sobre a vida de Seus servos, as coisas não cairão do céu para nós. Isso porque Deus não fará a parte que nos cabe. Assim, é importante ter em mente que para termos uma vida cristã produtiva, teremos que suar a camisa, ir à luta, avançar com afinco, vencer as contrariedades, aplicar esforço e tempo nisso.
Não há caminho fácil, não há moleza. O que há é muito trabalho e dedicação envolvidos. Por isso, se você espera facilidades, pode parar por aqui, pois você ainda não tem o “espírito” necessário para viver de verdade a vida cristã!
TENHA UM PLANO
Todo exército quando sai à guerra tem um plano. Você tem um plano a respeito de sua vida cristã para este ano? Já parou para pensar quanto tempo poderá dispor às práticas espirituais? Já tem em mente o que precisará mudar em sua vida para viver plenamente o chamado de Cristo?
Monte seu plano de atividades e estabeleça suas principais atitudes para ter uma vida cristã conforme diz a Bíblia.
ESTABELEÇA CORRETAMENTE SUAS PRIORIDADES
Há cristãos que confundem muito essa questão de prioridades. A Bíblia é clara a respeito de que Deus deve ser a nossa prioridade máxima de vida. Mas a Bíblia também condena quando não priorizamos também algumas outras coisas como, por exemplo, a família.
Assim, procure encontrar um equilíbrio entre suas práticas de vida cristã e suas outras prioridades de vida, que também são importantes. Cuide bem de tudo que é importante.
TENHA O FOCO NO RELACIONAMENTO COM DEUS
Uma vida cristã produtiva começa no quarto com a porta fechada (Mt 6.6). Conforme Jesus sempre demonstrou em seu ministério, o tempo que passamos nos relacionando com Deus deve ser o foco principal de nossa vida cristã.
As outras manifestações de vida cristã saudáveis surgirão dessa. Assim, sua vida cristã produtiva começa a ser produzida na presença de Deus, principalmente através da oração, da leitura bíblica, do jejum, e vai avançando através do exercício de seus dons ministeriais’.
Não negligencie esse foco no relacionamento com Deus, pois, sem ele, o resto ficará prejudicado.
Busque inspiração em outros servos de Deus que conseguem viver a vida cristã de forma excelente, com equilíbrio e sabedoria. Temos muitos servos desse tipo em nossa volta e também na Bíblia. Seja um observador e coloque as dicas acima em prática e, certamente, você conseguirá ter uma vida cristã frutífera na presença de Deus.
FONTE: ciadescp.com.br
Pr. Francisco Cícero Miranda (Presidente da AD Mossoró)