Reflexões

ENSINA A CRIANÇA NO CAMINHO

É bastante comum ouvir pessoas citarem Pv. 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”, como se essa fosse uma verdade categórica. Mas é preciso ter cuidado com a interpretação dos textos poéticos, sobretudo aqueles que se encontram no livro de Provérbios. Reconhecemos, conforme expressou […]

É bastante comum ouvir pessoas citarem Pv. 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”, como se essa fosse uma verdade categórica. Mas é preciso ter cuidado com a interpretação dos textos poéticos, sobretudo aqueles que se encontram no livro de Provérbios. Reconhecemos, conforme expressou Paulo, que “toda Escritura é divinamente inspirada” (II Tm. 3.16), mas isso não quer dizer que toda ela deve ser interpretada de igual modo. Existem diferentes gêneros textuais na Bíblia, e cada um deles deve ser abordado distintamente.
Os textos de Provérbios devem ser compreendidos como verdades gerais, e não devem ser aplicados indistintamente, como se não existissem exceções. Sendo assim, compreendemos que Pv. 22.6 é uma instrução para os país, a fim de que esses criem seus filhos na admoestação do Senhor. Essa orientação está em consonância com o que está escrito em Dt. 6.7, em relação à Palavra de Deus: “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te”. Os pais precisam aproveitar todas as oportunidades para ensinarem seus filhos a trilhar a senda da justiça.
Mas isso não quer dizer que eles permanecerão para sempre nas instruções dadas pelos seus pais. Existem pais decepcionados porque não conseguiram fazer com que seus filhos permanecessem no convívio eclesiástico. O novo nascimento é uma experiência individual, e a caminhada na fé é uma decisão pessoal. Os pais não podem garantir que seus filhos farão opção pela sua fé depois que crescerem. Eles precisam tomar suas decisões por Cristo, a confissão dos seus pais não é hereditária. Lembremos a parábola do Filho Pródigo, narrada por Jesus, alicerçada no contexto judaico, que pressupunha a rebelião (Lc. 15.12,13).
O versículo de Pv. 22.6 deve ser interpretado no contexto das instruções sapienciais da poesia judaica. É importante ressaltar, a esse respeito, a máxima interpretativa para o livro de Provérbios e a seguinte: a maioria deles são princípios, não promessas para o futuro. Sendo assim, o sábio está elaborando uma orientação, para que os país ensinem seus filhos a trilharem o caminho do justo. A observação e a experiência têm demonstrado, e somos testemunhas dessa realidade, que os pais que ensinam seus filhos, têm menos chances de terem problemas com eles no futuro. Mas isso não pode ser universalizado.
O propósito de Pv. 22.6 é admoestar os país a ensinarem as crianças no “caminho da sabedoria”, que é o caminho que todos “também devemos trilhar”. E a sabedoria, no contexto de Provérbios, é o temor do Senhor (Pv. 1.7). Essa não é uma tarefa fácil, sobretudo nos dias atuais, nos quais as crianças estão sujeitas a influências diversas. Existem muitos estímulos culturais que podem comprometer a permanência dos jovens no caminho correto. “O que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (I Jo. 2.16) têm desviado muitos jovens que outrora foram ensinados a andar no caminho de Deus.
Concluímos, portanto, que devemos, como pais responsáveis, ensinar nossos filhos no caminho do Senhor. É menos provável que um filho instruído na Palavra de Deus, orientado com dedicação, opte pelo caminho da injustiça. Mas essa não é uma promessa que garanta que eles permanecerão seguindo o Senhor, e que jamais se desviarão da verdade que lhes foi ensinada. Devemos ter cuidado com a utilização indevida desse texto, pois pode resultar em sentimento de culpa, quando pais cristãos veem seus filhos se distanciarem da fé. Se isso vier a acontecer, devemos, com amor, continuar orando por eles, e como o pai do Pródigo, esperar que retornem para casa.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

PROFANOS

O texto bíblico de 2 Tm 3.1-2 declara “…que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens…, profanos”. O adjetivo grego “anosios” significa literalmente aquilo ou aquele “que não é santo” ou “que é profano”. Em outras palavras, “anosios” é o contrário ou antônimo de “santo”. O vocábulo “anosios” transmite a ideia de uma […]

O texto bíblico de 2 Tm 3.1-2 declara “…que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens…, profanos”. O adjetivo grego “anosios” significa literalmente aquilo ou aquele “que não é santo” ou “que é profano”. Em outras palavras, “anosios” é o contrário ou antônimo de “santo”. O vocábulo “anosios” transmite a ideia de uma pessoa ou coisa que não é consagrada ou dedicada a Deus, ou seja, que é “comum”, profana, não santa ou que não está purificada ou livre de pecado. Profanar significa desconsagrar, aviltar, fazer mau uso, ou tratar com irreverência e abjeção as coisas sagradas. A profanação é uma afronta e uma violação à santidade de Deus e das coisas santificadas e dedicadas a Deus (Lv 19.8). A profanação macula, desonra e tornam impuras as coisas anteriormente consagradas a Deus.
De acordo com Paulo, “…a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos (gr. “anosios”) e irreligiosos (gr. “bebelos”), para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina” (1 Tm 1.9). Nesta lista de vícios as pessoas profanas e irreligiosas aparecem associadas, uma vez que um dos significados da palavra grega “bebelos” é “profano” ou “não santo”, exatamente o mesmo significado da palavra “anosios”.
O vocábulo grego “bebelos” aparece na bíblia em mais três citações de Paulo e em uma citação na Epístola aos Hebreus. Nessas três citações de “bebelos” feitas pelo apóstolo Paulo (1 Tm 4.7; 6.20; 2 Tm 2.16), ele afirma que os falatórios ou conversas inúteis são profanos e não refletem a santidade do testemunho cristão. Após recomendar que os Hebreus deviam seguir a paz com todos e a santificação (Hb 12.14), o escritor desta epístola também afirmou que “…ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12.16). Realmente, o fato de Esaú ter vendido o seu direito de primogenitura foi uma profanação ou falta de respeito com as coisas sagradas e gerou consequências (Gn 25.29-34; Hb 12.17).
Uma vez que Deus é santo e exige de nós santidade (Is 6.3; 1 Pe 1.15-16), Ele não se agrada que misturemos as coisas santas com as profanas. Os sacerdotes em Israel deviam ensinar o povo a fazer a diferença entre o santo e o profano (Lv 10.10; Ez 44.23). No entanto, no período antes do povo ser levado cativo para a Babilônia, a constatação de Deus foi outra: “Os seus sacerdotes transgridem a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano não fazem diferença, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles” (Ez 22.29).
Tanto os habitantes de Israel, como os de Judá, sacrificavam aos ídolos lá fora e depois vinham para o templo sacrificar ao Senhor. Deus considerou isso como uma contaminação e profanação do santuário do Senhor (Ez 23.38-39). Se por um lado misturar o santo com o profano é um sinal de apostasia, por outro lado a separação entre o santo e o profano é um sinal de restauração espiritual e de santidade.
Hoje em dia, numa época de pluralismo religioso e de falta de reverência com o sagrado, muitas pessoas vivem uma vida misturando o santo com o profano e invertendo valores, esquecendo-se da advertência Bíblia que declara: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Is 5.20). Apóstolo Tiago faz uma advertência séria contra os profanos, ao afirmar: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).
Santo e profano são dois adjetivos de naturezas opostas e que não se misturam. Numa época de grande apostasia em Israel, o profeta Elias conclamou o povo a uma decisão: “…até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o…” (1 Rs 18.21). No Reino do Norte, em Israel, os samaritanos praticavam um culto misto “de maneira que temiam o SENHOR e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações…” (2 Rs 17.33). Jesus foi muito claro quanto à impossibilidade de misturar o santo com o profano: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro…” (Mt 6.24). A Bíblia recomenda: “…como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

A BÍBLIA, O LIVRO DE DEUS

 “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105). Neste segundo domingo de dezembro, comemora-se o Dia da Bíblia. Deus, na sua infinita graça e misericórdia, nos deu a Bíblia na qual Ele se revela, bem como o seu maravilhoso plano de salvação para a humanidade. O que […]

 “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).

Neste segundo domingo de dezembro, comemora-se o Dia da Bíblia. Deus, na sua infinita graça e misericórdia, nos deu a Bíblia na qual Ele se revela, bem como o seu maravilhoso plano de salvação para a humanidade.
O que seria do mundo sem a Bíblia, a revelação de Deus? Estaríamos para sempre tateando nas mais densas trevas da ignorância e do erro e a respeito de Deus e de seus atributos, do céu, do pecado, do inferno, da origem do universo e de todas as coisas criadas, e de inúmeras outras verdades, fatos e doutrinas que são apanágio da Escritura Sagrada.
A Bíblia contém o alimento divino para cada ser humano nas suas diversas etapas da vida sob qualquer aspecto. É como disse certo estudioso da Bíblia: “Nela, tanto pode nadar o elefante, como também uma tenra criança.” De fato suas palavras são bem recebidas e entendidas não somente pelos amadurecidos, sábios e inteligentes, mas também pelas criancinhas na fase inicial da vida, como vemos em nossas igrejas.
Sendo a Bíblia a mensagem de Deus para todas as idades, ela é um livro universal. Universal no sentido de satisfazer os anseios e necessidades da alma humana, em qualquer fase da vida, em todos os continentes, em todas as culturas e em todas as camadas sociais. Isto é mais uma evidencia da sua origem divina. Isto mostra que ela procede de Deus- o Criador. Em qualquer país do mundo, uma pessoa ao receber a Bíblia pela primeira vez, tem a impressão que este livro foi escrito diretamente para ela.
As crianças se deleitam nas histórias da Bíblia, as quais encerram, de forma ilustrada, as verdades, e os fatos e os ensinos divinos que devem nortear cada indivíduo durante toda a sua vida aqui na Terra, e por fim conduzi-lo ao céu.
A Bíblia é o modelador de caráter por excelência. Alguém já afirmou, com muita propriedade, que o maior testemunho que a Bíblia dá de si mesma é o caráter que ela molda, que ela forma, que ela produz. Jesus viveu como criança, e nessa fase de sua vida ele viveu a bíblia, nos cultos da sinagoga, no dia a dia dos seus piedosos pais terrenos. Samuel foi outra criança ligada a Bíblia e que recebeu as bênçãos dela. Moisés é outro exemplo em que vemos o valor da Bíblia na vida das crianças.
A Bíblia é a mensagem de Deus para os adolescentes e jovens, e isto é visto no exemplo de Davi, que venceu pela palavra de Deus; Vemos outro exemplo na vida de José filho de Jacó. A vida de José, quando lida e meditada, revela que ele foi um jovem que guardou a palavra de Deus em seu coração e ela moldou o seu caráter.
A Bíblia é também a mensagem de Deus para os adultos e idosos, pois nela está escrito a respeito do homem: “Dar-lhe-ei abundancia de dias e lhe mostrarei a minha salvação” (Sl 91.16).
Enfim, a Bíblia é: A revelação de Deus à humanidade. Seu autor é Deus mesmo. Seu real intérprete é o Espírito Santo. Seu assunto central é o Senhor Jesus Cristo. Certo autor anônimo corretamente declarou: “A Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando!” Portanto, salve o segundo domingo de dezembro: DIA DA BÍBLIA.

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

NATAL – CELEBRANDO O NASCIMENTO, AGUARDANDO A VOLTA

“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo; Glória […]

“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo; Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber” (Lc 2.10,11,13-15).

A festa do Natal sempre é um acontecimento muito bonito. É possível perceber mudanças no ambiente e nas pessoas. É bem verdade que muitas pessoas, mesmo entre aquelas que se dizem cristãs, estão completamente alheias ao verdadeiro sentido do natal. Umas só pensam no lado comercial da festa. Outras só pensam em comer, beber, dançar. Não importa o que algumas pessoas pensam ou fazem. A verdade é que a festa do natal só existe porque Jesus nasceu.

Naquela noite não havia comes e bebes, não havia shopping center, não havia árvore de natal, nem papai Noel; mas não faltou alegria, não faltou música, não faltou beleza. Naquela noite apareceu junto com o anjo um coral celestial louvando a Deus e proclamando uma mensagem de paz que ecoava pelos ares dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!

Apesar das comemorações atuais se afastarem do verdadeiro sentido do Natal, esta ainda é uma data que produz, no coração dos homens, uma maior sensibilidade. É um tempo em que as pessoas pensam um pouco mais na sua vida espiritual, pois se voltam para o “menino Deus” que nasceu numa manjedoura. É um tempo em que os homens tentam compreender e viver o verdadeiro sentido da esperança e do amor.

O período das festas natalinas é uma excelente oportunidade que temos para anunciar as novas de grande alegria para todas as pessoas. Lembremos a todos os povos que Deus deu ao mundo o melhor presente, o seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, que nasceu numa manjedoura, para nossa salvação, morreu numa cruz para nossa redenção, ao terceiro dia ressuscitou, para nossa justificação e em breve arrebatará a igreja para nossa glorificação.

Meus queridos irmãos, Natal é tempo de celebrar o nascimento de Jesus fechando os olhos para as falhas do nosso próximo, pedindo perdão pelas nossas faltas, deixando que o amor de Deus inunde os nossos corações, abraçando os nossos irmãos sem medo, sem fingimento, sem ressentimentos, mas com amor, alegria e ternura. É este comportamento que traduz para nós, que somos cristãos, ser Natal todos os dias.

Natal é tempo de refletirmos sobre a VIDA ABUNDANTE que só Jesus Cristo, o personagem principal desta festa, pode nos presentear, e de mantermos a fé na promessa da sua segunda vinda, a bendita esperança da sua Igreja. É bem verdade que não sabemos o dia que Jesus nasceu, até porque, 25 de dezembro, é uma data que foi convencionada pela tradição pagã. Sabemos, sim, que ele nasceu numa manjedoura, na cidade de Belém, e também nasceu em nossos corações, mudando as nossas vidas, dando-nos a esperança de vida eterna. A essência do nascimento de Jesus é que “Deus se fez homem” para nossa salvação. Nós vivíamos perdidos em nossos pecados, mas Ele nos trouxe o perdão e a paz.

A segunda vinda de Jesus é a esperança da Igreja. Deus nos fez conhecer esta abençoada e única esperança, através de sua Palavra, e quer nos usar para proclamar as boas novas da volta do Seu Filho ao mundo às pessoas que estão sem esperança.

Estejamos empenhados com o compromisso de anunciar, com alegria, a todos os homens, que nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor, e proclamar a sua vinda, conforme Ele disse: “vou preparar lugar, e virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver estejais vós também”.

“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

DEUS FALA COM O SEU POVO

No Éden, Deus falava com Adão até quando este pecou. Deus falou com Noé orientando-o para salvar-se e também falou com Abraão. Sua Palavra começou a se tornar rara no período dos juízes (1Sm 3.1 – NVI). Na época, eles tinham certamente bons teólogos e hermeneutas, ouviam a voz dos homens, mas Deus raramente falava. […]

No Éden, Deus falava com Adão até quando este pecou. Deus falou com Noé orientando-o para salvar-se e também falou com Abraão. Sua Palavra começou a se tornar rara no período dos juízes (1Sm 3.1 – NVI).
Na época, eles tinham certamente bons teólogos e hermeneutas, ouviam a voz dos homens, mas Deus raramente falava.
A passividade do sumo sacerdote Eli, a sua tolerância com o pecado, teve grande influência na vida do povo de Deus.
O nível moral estava baixo, os filhos de Eli usavam garfos grandes para retirar o melhor do sacrifício para eles; havia até quem se prostituísse com mulheres na porta da Tenda.
O nível espiritual de forma geral caiu assustadoramente. A Palavra de Deus era substituída por falácias dos homens.
Há muita semelhança com o comportamento de alguns em nossos dias.
Profissionais de púlpitos se esmeram no sensacionalismo, estão usando até a parapsicologia, regressão, quebra de maldição e outros artifícios para iludir o povo, já que Deus não mais se manifesta no meio deles e, por não terem a autoridade da Palavra de Deus, não conseguem mais expulsar demônios: estão amarrando.
Quando Deus não fala, o povo se corrompe e as consequências são desastrosas. Não há alegria, progresso, crescimento, poder, manifestação da glória divina; os cultos são mornos e até frios, não há glorificação, o povo fica em silêncio.
Queremos ouvir a voz dAquele que mandou o mar se aquietar e o vento se acalmar! Desejamos ouvir a voz que chamou Lázaro do mundo dos mortos! A voz que repreende tempestades, que cura enfermos.
Queremos ouvi-la hoje! Quando Deus não fala, o povo se desvia, o pecado avassala a igreja. Sem ouvirmos Sua voz, o Diabo engana obreiros e crentes tornam-se mundanos e avarentos. Se Deus não falar, não teremos mensagens para a Igreja, falece a nossa esperança, a vida se torna insuportável, as famílias não se entendem, o ministério torna-se meramente acadêmico.
Peçamos a Deus que Ele continue falando conosco, seja do meio da sarça ou do meio da nuvem, mas precisamos ouvir a Sua voz.
Quando Deus fala, a igreja envia missionários (At 13.2); os diáconos se tornam fagulhas de fogo nas mãos de Deus, vão pregar em Gaza ou mesmo em Samaria; os pastores atravessam a Macedônia e, se necessário, pregam na Ilha de Malta; e não precisamos usar a baleia como transporte: voamos nas asas do Espírito Santo.
Quando Deus fala, os pecados encobertos são revelados, os que tentam mentir ao Espírito Santo morrem. Deus está falando! Ouça o que o Espírito Santo diz as igrejas!
Alguns estão se especializando em querer ouvir somente o que lhes agrada, e quando Deus fala mais forte, se escondem da Sua palavra.
Muitos já têm o seu pregador predileto, só ouvem o que alimenta a sua vaidade ou apoia a sua vida desobediente. Quando a mensagem lhes agrada, eles dizem: “Deus está falando comigo!”. Mas, se for uma exortação: “Deus está falando com você!”. Meu irmão, ouça a voz de Deus!

FONTE: cpadnews.com.br

O VALOR DAS PEQUENAS ATITUDES

E quem derem a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão (Mt 10.42). Não importa se o relacionamento é recente ou se já dura décadas. Todos os dias são possíveis fazer alguma […]

E quem derem a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão (Mt 10.42).

Não importa se o relacionamento é recente ou se já dura décadas. Todos os dias são possíveis fazer alguma coisa para melhorar a vida a dois.
São pequenos gestos que exigem pouco, mas que podem trazer mais felicidade e harmonia ao casal. Compreender e praticar os conceitos gerais como responsabilidades conjugais, submissão e comunicação constitui a chave para um casamento feliz e bem sucedido.
Dar atenção às pequenas coisas em um relacionamento como aquelas cortesias, considerações simples e diárias que aperfeiçoam a comunicação e acrescenta graça ao relacionamento, é crucial para enriquecer e fortalecer todos os princípios estabelecidos para um casamento bem sucedido.
Cantares 2.15 nos fala das “raposinhas que estragam as vinhas”. Nunca podemos nos dar ao luxo de menosprezar a importância das pequenas coisas. As grandes muralhas, pirâmides e edifícios em todo o mundo foram construídos com pequenos tijolos e pequenas pedras colocadas umas sobre as outras.
Muitos casamentos se metem em dificuldades porque os cônjuges ignoram os pequenos detalhes, os cuidados do cotidiano que fortalecem seu relacionamento, assim como “as raposinhas” da negligência, do descontentamento e assuntos não resolvidos que estragam a “vinha” da sua felicidade.
Vejamos pequenas coisas que pode fazer do seu casamento um relacionamento Feliz! Exorte, mas nunca critique. A Bíblia diz em Gálatas 5.15 “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais uns aos outros.”
Um estudante de psicologia acompanhou e vez um estudo da rotina de alguns lares; o mesmo observou que 90% das referências de um para com o outro no lar são feitas em estilo de crítica. A crítica é perniciosa porque destrói o amor nos relacionamentos.
Muitos cônjuges vivem tristes e inseguros porque são alvos de críticas, ou do uso constante de palavras de reprovação em seu lar.
A crítica destrói a autoconfiança e a segurança interior. Por sua própria natureza a crítica é destrutiva, porque está voltada para encontrar falha com a intenção de ferir em vez de encontrar uma solução.
Nada interrompe a comunicação e rompe a harmonia de um relacionamento de forma mais rápida do que comentários desagradáveis, sarcásticos e negativos.
A crítica degrada, deprime e desestimula, mas o elogio é um bom alimento. A crítica sempre desencoraja a transparência e a honestidade, sem as quais nenhum relacionamento pode permanecer saudável.
Tenha cuidado com as raposinhas da crítica que podem roer seu relacionamento.
Não se torne familiarizado demais. Uma excelente forma de manter um casamento animado, vivo e estimulante é tanto o marido quanto a esposa serem espontâneos – fazer algo inesperado – ocasionalmente.
Isto significa desenvolver a prática de regularmente expressar gratidão um pelo outro. Aprender a valorizar as pessoas é uma das formas mais eficientes de criar um ambiente para uma comunicação aberta, assim como um dos mais importantes nutrientes para construir relacionamentos saudáveis.
Maridos e esposas precisam adquirir o hábito de expressar seu amor e gratidão um pelo outro diariamente. Se não houver o amor tudo desaba. O amor entre o casal é algo vivo que deve crescer a cada dia, desde que alimentado com gestos de carinho e atenção.
O sincero amor e gratidão representam a essência de um casamento feliz.
Um sincero obrigado nunca pode faltar no cardápio das pequenas coisas. Jesus falando aos seus discípulos nos deixou a “regra de ouro” para encontramos a ponte de equilíbrio em qualquer relacionamento.
Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles (Lc 6.31). Em outras palavras trate os outros da maneira que gostaria de ser tratado.
O investimento requer tempo, porém as recompensas colhidas em felicidades e harmonia conjugal recompensarão o tempo investido. Prestar atenção a pequenas coisas irá ajudar a manter o espírito de romance e namoro vivo em seu relacionamento, mesmo depois de muitos anos de casamento.
Sempre mostre cortesia. Joseph F. Smith ensinou: “Conquistemos a nós mesmos, e depois saiamos para conquistar todo o mal que nos cerca, até quanto nos for possível”.
Conquistar a nós mesmos significa controlar nossas emoções, precisamos controlar a raiva e a ira, se formos capazes de gerir nossas próprias emoções, então seremos capazes de influenciar outras pessoas a fazerem o mesmo.
Os cônjuges deveriam conceder mais cortesia um ao outro do que dedicam a qualquer outra pessoa. A demonstração de nossos atos sempre deve se transformar em atitude de cortesia direcionado ao nosso cônjuge.
Não se esqueça das pequenas coisas. Elas são os blocos para construção de coisas grandes – coisas como uma comunicação eficiente; o desenvolvimento sólido de harmonia, felicidade e sucesso por toda a vida no casamento.
Encontre tempo para serem amigos e demonstrar que gostam um do outro com pequenos gestos.
Agradecer é uma forma de reconhecer e valorizar as ações feitas pelo outro para nós. Pode parecer muito óbvio, mas muitas vezes nos esquecemos de dizer “obrigado” aos nossos cônjuges. Querer o bem do outro e deixar o egoísmo de lado pode ser muito benéfico ao casamento. Isso significa cuidar do outro, ajudá-lo, evitar aquilo que o desagrada, mas também significa desenvolver nossas capacidades e virtudes da melhor forma possível. Quem ama quer fazer o melhor e ser melhor para o outro.

Deus abençoe…

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM )

Além do que podeis suportar

Em I Co. 10.13 Paulo declara: “não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”. De vez em quando essas palavras são usadas equivocadamente, em contextos nos quais não se adequam […]

Em I Co. 10.13 Paulo declara: “não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”. De vez em quando essas palavras são usadas equivocadamente, em contextos nos quais não se adequam à intenção do Apóstolo. Há quem argumente que nunca somos tentados além do que podemos suportar, e mais, que Deus sempre nos livrará da tentação. Mas isso não vem ao caso, devemos lembrar, a princípio, que tentações são diferentes de provas.
Em relação a essas últimas, Paulo declarou que passou por muitos sofrimentos, alguns deles difíceis de suportar. Em II Co 6.4,5 discorre a respeito das adversidades que enfrentou “nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns”. No início dessa mesma Epístola relata sua experiência: “pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (II Co. 1.8). Isso nos mostra que há casos em que somos provados além das nossas forças, com o objetivo de aprendermos de Deus, a confiar nEle que demonstrou poder ao ressuscitar Cristo dentre os mortos (Ef. 1.19,20).
A fim de conciliar os textos, e evitar a confusão entre tentação e provação, faz-se necessário atentar para as circunstâncias pelas quais Paulo passou. Em I Co. 10.13, o enfoque do Apóstolo é especificamente as tentações, que muito embora seja a mesma palavra em grego – peirasmos – tem significado distinto da provação, dependendo do contexto. Ele objetiva alertar os crentes coríntios quanto aos riscos de confiar demasiadamente neles mesmos diante das tentações. Antes de se tornarem cristãos, os coríntios participavam de festividades pagãs, e alguns deles pensavam que poderiam manter o mesmo estilo de vida depois de crentes.
Diante da nova condição em Cristo, Paulo advoga que os crentes tinham liberdade, mas que não deveriam usá-la para a libertinagem. Ademais, fazia-se necessário também atentar para a fé dos demais crentes da igreja, de modo a não servir de escândalo para os mais fracos. A fim de admoestá-los, recorre a várias ilustrações do Antigo Testamento, mostrando como Israel caiu diante das tentações. Com isso destaca o perigo de confiar demasiadamente em si mesmo diante das tentações. E esclarece: “aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (I Co. 10.12). É importante enfocar não o “além do que podeis suportar”, mas “Deus que dará também o escape”.
Como cristãos precisamos saber que a tentação alcança a todos indistintamente, e nada há de errado em ser tentado. Mas diferentemente do que defendeu certo pensador, entregar-se à tentação não é a melhor maneira de enfrentá-la. Muito pelo contrário, devemos saber que “fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis”, e mais “dará também o escape, para que a podeis suportar”. É muito bom saber que Deus conhece a condição do crente diante das tentações (Hb. 4.15). E mais, conhece os limites pessoais de cada um, e não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar. Temos um exemplo, e alguém que se identifica conosco, pois Jesus, “sendo tentado, pode socorrer aos que são tentados” (Hb. 2.18).
Por isso, diante das tentações, recorramos às mesmas armas que Jesus usou no deserto (Mt. 4.1-11), principalmente à Palavra de Deus, que é a espada do Espírito (Ef. 6.17). Aprendamos com o Senhor, pois o Inimigo tentou atacá-LO, que em resposta citou textos das Escrituras, a fim apagar os dardos inflamados do Maligno. Eis um motivo importante para memorizar o texto bíblico, e trazê-lo à consciência nos momentos de adversidade. Saibamos, portanto, que podemos ser tentados, bem como passar por provações, algumas delas para além das nossas forças, mas em todas as situações podemos confiar na fidelidade de Deus.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

499 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele (no evangelho) se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Rm 1.16,17). Na visão […]

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele (no evangelho) se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Rm 1.16,17).
Na visão de Lutero a “Justificação pela Fé” ocorre quando Deus nos imputa a justiça de Cristo. Esta justiça age como um guarda-sol contra o calor da ira divina. A justificação é, antes de tudo, o decreto de absolvição que Deus pronuncia sobre nós, declarando-nos justificados, a despeito de nossa pecaminosidade.
A justificação não é a resposta de Deus à nossa justiça, mas a amorosa e perdoadora declaração de Deus de que nós, a despeito do nosso pecado, somos agora absolvidos – quer dizer, somos declarados justos.
A causa direta da eclosão da reforma na Alemanha foi o escandaloso abuso da venda de indulgências.
Em 1517, enquanto Martinho Lutero estava lecionando teologia na Universidade de Wittenberg, apareceu numa localidade próxima um frade dominicano, chamado João Tetzel, enviado pelo arcebispo de Mogúncia, para vender as indulgências emitidas pelo Papa em Roma.
As indulgências eram adquiridas em troca de dinheiro e eram apresentadas como sendo favores divinos, concedidos aos homens mediante os méritos do Papa, como seja: o poder de perdoar pecados.
“Tão logo a moeda no cofre ressoa, a alma sai do purgatório.” Essa era a curta “cantilena” da propaganda de João Tetzel.
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou, na porta da catedral de Wittenberg, que também servia como quadro de avisos da comunidade, 95 teses, escritas em latim, em que protestava contra o escandaloso e nefando comércio das indulgências. Suas objeções à venda das indulgências eram pastorais e teológicas: as indulgências criavam um falso senso de segurança, e, portanto, são destrutivas do verdadeiro cristianismo, o qual proclama a cruz de Cristo.
Nas Teses, Lutero atacou a venda de indulgências porque elas: (1) diminuíam a dádiva graciosa da salvação; (2) não evocavam a verdadeira contrição interior ou o arrependimento; (3) não produziam a virtude cristã de amor que era o verdadeiro arrependimento vivido exteriormente; e (4) eram, no final das contas, o oposto das virtudes cristãs de misericórdia e compaixão.
As indulgências, porém, eram apenas a ponta do iceberg. Lutero teve a coragem de enfrentar o poderio humano da igreja católica e se manifestou contra toda a corrupção que reinava no seio da igreja. Suas teses pressionava o clero para que uma nova compreensão da autoridade do papa e das Escrituras fosse adotada.
O perdão divino certamente não poderia ser comprado e vendido, dizia Lutero, uma vez que Deus o oferece gratuitamente. Afinal, “o justo viverá da fé”.
Como igreja de Jesus tivemos os fundamentos lançados no dia de Pentecostes, em Jerusalém. Como instituição, somos frutos da Reforma Protestante que buscou combater as heresias implantadas pela igreja romana ao longo da idade média, e procurou restabelecer os princípios estabelecidos pela Palavra de Deus.
O Espírito Santo de Deus usou os puritanos, os pietistas, os metodistas, o movimento de santidade até chegar no avivamento pentecostal da Rua Azuza, que deu origem a nossa Assembléia de Deus.
Martinho Lutero, nascido em 1483, morreu aos 63 anos e não viu tudo o que sua influência trouxe. Porém, os “Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia e Sola Fide”, tornaram-se praticamente o cartão de apresentação das igrejas protestantes.
Estes princípios da Reforma Protestante devem servir de estímulo para todos nós mantermos acesa a chama do Espírito Santo através da evangelização, das missões, e da manifestação dos dons espirituais.
Esse liame espiritual que temos com a Reforma deve nos motivar a cultivar uma vida abundante sabendo que somos justificados pela fé.

“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

ASSISTÊNCIA AOS NOVOS CONVERTIDOS

A assistência aos novos convertidos é um trabalho espiritual pelo qual o novo crente se firma na fé. Ante a importância que a Bíblia confere ao trabalho de discipulado, o cristão responsável não tem outra opção senão realiza-lo. O trabalho pelo qual o crente se firma na fé resulta tanto de um treinamento prático como […]

A assistência aos novos convertidos é um trabalho espiritual pelo qual o novo crente se firma na fé.
Ante a importância que a Bíblia confere ao trabalho de discipulado, o cristão responsável não tem outra opção senão realiza-lo.
O trabalho pelo qual o crente se firma na fé resulta tanto de um treinamento prático como de ensino.
O novo convertido precisa aprender verdades espirituais básicas, e aplica-las à sua vida, para que crie raízes e realmente comece a crescer em Cristo.
O discipulado também implica em assumir um relacionamento de pai e filho com o novo convertido. A Bíblia diz que o novo crente é uma criancinha em Cristo.
Essa comparação é muito adequada. Ele tem carências espirituais de natureza vital, tais como amor, proteção, “nutrição” e instrução, que correspondem exatamente às necessidades físicas de um bebê.
Assim como ocorre no plano físico, o novo convertido precisa de um pai espiritual que cuide dele e lhe forneça esses elementos durante os primeiros estágios de seu crescimento espiritual.
É importante que nos empenhemos no trabalho do aconselhamento de novos crentes. É preciso não somente que firmemos os novos crentes na fé, mas também que demos mais um passo, instruindo-os e desenvolvendo-os para que possam trabalhar eficientemente com outros, depois.
É importante que ele receba instrução na palavra de Deus. E, por último, como o ambiente exerce um papel predominante no período de crescimento, devemos fazer tudo que for possível para integrar o novo crente em uma boa e calorosa igreja.
Porque não pedirmos a Deus que nos capacite a trabalhar com discípulos fiéis, para que nossa vida se multiplique na vida de outros?

FONTE: projeto-timoteo.org

OBEDIÊNCIA, CAMINHO DE VITÓRIA

A obediência nunca foi bem-vinda na vida do ser humano. A criança começa a engatinhar, descobre como se abre o armário e daí derruba as panelas faz a maior bagunça e quando a mãe vai falar alguma coisa a criança não gosta, porque se agrada mais em fazer o que não é bom a obedecer […]

A obediência nunca foi bem-vinda na vida do ser humano. A criança começa a engatinhar, descobre como se abre o armário e daí derruba as panelas faz a maior bagunça e quando a mãe vai falar alguma coisa a criança não gosta, porque se agrada mais em fazer o que não é bom a obedecer sua mãe. E assim por toda vida a natureza humana luta contra a obediência.
E uma das fases da vida que é mais difícil obedecer é fase da adolescência e também da juventude. Como é difícil obedecer aos pais nesta fase e também a Deus. Aos pais é difícil porque pensamos nesta fase que não dependemos mais de ninguém. A Deus porque o que o mundo oferece para o jovem é diabolicamente atrativo através da mídia e dos amigos.
Mas a Bíblia diz em( Pv 6.20) “Filho meu guarde o mandamento do teu pai e não deixe a lei da sua mãe” e ainda “Fugi dos desejos da mocidade” (2Tm 2.22).O diabo sabe que quando um jovem ou adolescente começa a trabalhar para Deus não se conformando com o mundo é um perigo para o inferno porque a posição que Deus coloca o jovem e o adolescente é altíssima. Está escrito em 1Jo 2.14 “…Jovens vos escrevo porque sois fortes, a palavra de Deus está em vós e já venceste o maligno”. A posição de Deus é esta, mas quantos de nós estamos nesta posição?
Muitas coisas o jovem ou adolescente ouve hoje em dia e cabe a ele mudar. Alguém diz “É assim porque é jovem”, o outro diz, “só podia ser adolescente”, e outros diz “O jovem é a igreja do amanhã”. Onde está isto na Bíblia? A Bíblia diz que somos fortes e já vencemos o maligno, portanto não somos o amanhã e sim o hoje! Esta é a posição de Deus para nós… Mas até quando ficaremos dormindo, despercebidos ou insensíveis?
Para mudar este quadro temos que aprender a exercitar a obediência aos pais e a Deus. Obedecer aos pais é um dos dez mandamentos que uma vez cumprido automaticamente nos trás bênçãos. Ele é nobre em relação aos demais mandamentos. Por exemplo: Quando a palavra diz “não matarás” não escreve mais nada no versículo, ou seja, sendo abençoado ou não você não deve matar. Não é um mandamento com promessa (Ef. 6.2). Honrar pai e mãe é um mandamento com promessa e a promessa é longos dias na presença do Senhor, saúde, vitalidade, honra perante Deus.
Paulo estava a caminho de Damasco para prender os crentes. Eu creio que Deus já tinha falado com ele muitas vezes antes disto. Mas ele recalcitrava contra os aguilhões.
Antigamente e até hoje em alguns povos o boiadeiro conduz a boiada com uma vara comprida com uma lança de ferro na ponta. Esta vara chama-se “aguilhão” Quando o boi saia do caminho dos demais o boiadeiro zeloso e preocupado dava uma “agulhada” no boi para que este voltasse ao caminho.
O boi que era esperto na primeira aguilhada voltava para o caminho, mas havia alguns que recalcitravam. No dicionário, a palavra “recalcitrar” significa: 1)Resistir obstinadamente, não obedecendo. 2.Revoltar-se. 3. Escoicear 4. Teimar, obstinar-se em. 5. Tr. dir. Replicar indelicadamente.
Cada aguilhada no boi era um ferimento. O animal sangrava a cada aguilhada. Quanto mais aguilhadas mais sofrimento. No caso do boi não lhe é respeitado o livre arbítrio, ou seja, ele não pode escolher seu caminho e pela força bruta era levado ao caminho dos demais pelo boiadeiro

No caso do homem há o respeito do livre arbítrio. O homem pode desprezar a Deus e a seus pais e partir para onde quiser. O aguilhão de Deus é para vida, mas fugindo de Deus o que lhe espera é o aguilhão do diabo que é para a morte. O pecado é o aguilhão da morte, um aguilhão dolorido e que “sangra” a alma até a morte.
Com base nisto, o Eterno fala para muitos de nós: “Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões”.
Que possamos receber esta palavra como Paulo a recebeu se tornando num dos maiores evangelistas de todos os tempos.
O dia que aprendermos a não recalcitrar mais contra os aguilhões de Deus terá como Paulo uma nova vida incendiada pelo amor e pelo poder de Deus.
Enquanto não vencermos a desobediência navegará na ilusão de um raquítico evangelho
Oreis por Nós e Que Deus abençoe.

MOISÉS FERREIRA DA SILVA (presbítero e líder da Assembleia de Deus no Sítio Mariana – Caraúbas/RN)

QUALIDADES DO MARIDO IDEAL

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto hospitaleiro, apto para ensinar; Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganancia, mas moderado, não contencioso, não avarento; Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda modéstia. Porque, se alguém não sabe […]

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto hospitaleiro, apto para ensinar; Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganancia, mas moderado, não contencioso, não avarento; Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda modéstia. Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? (1 Tm 3.1-5).

Nesta carta de Paulo a Timóteo, ele estava descrevendo as características de um homem separado para o ministério na igreja. No entanto Paulo nos presenteia com as qualidades do marido ideal que toda mulher deseja encontrar. Fazendo uma avaliação como marido e pai, você esta vivenciando essas qualidades? Vamos relembrar:
Ser irrepreensível, é poder se olhar sem culpas, é saber que sua esposa e seus filhos não têm motivos para repreendê-lo. Isto implica ter atitudes e caráter corretos.
Marido de uma só Mulher. A fidelidade é tão essencial, tão necessária ao ser humano. Ser fiel aquieta o coração, traz segurança, cria unidade entre o casal, promovendo a confiança no compromisso de casamento assumido, Hebreus 13.4 nos diz: “Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e esposas sejam fieis um ao outro. Deus julgara os imorais e os que cometem adultério”.
A mulher deseja ardentemente que os olhos de seu marido seja somente dela. No livro de Jó 31.1 nos diz Jó: “Eu jurei que os meus olhos nunca haveriam de cobiçar uma virgem”. Foi através de um olhar que o rei Davi trousse grandes prejuízos para sua vida e de sua família. Assim sendo seja Vigilante, evite que seus olhos busquem e deseje outra mulher que não seja a sua.
Ser Sóbrio significa manter-se com coerência e racionalidade. É conseguir dominar seus sentimentos, desejos e pensamentos. Aquele que não vive brigando, ameaçando seus filhos ou agredindo sua família. Ser honesto é uma característica aprendida desde nossa infância. Filhos de pais honestos que podem andar de cabeça erguida, que não teme pela honestidade de seu pai, que foi disciplinado quando chegou a casa com algo que não era seu, terá um futuro assegurado, porque certamente será uma pessoa honesta.
Hospitaleiro, fala também da pessoa que não permite que ninguém hospede seu coração. Não permite intimidade com sua esposa, nem tão pouca ponte de afeto com seus filhos. Não são dados ao dialogo nem ao toque, tudo o incomoda, com isso sua família o teme mais do que o ama. Não se alegra em receber visitas de familiares ou amigos, ao invés de festejar, fecha a cara, dando a transparecer que o hospede não é bem vido.
A Bíblia nos fala que alguns que foram hospitaleiros, sem saber hospedaram anjos (Hb 13.2).
Não dado ao vinho. Podemos remeter aqui qualquer tipo de álcool, droga, jogos, uso indisciplinado das redes sociais, ou atitudes que venham trazer prejuízos a sua família.
Aqueles que assim procedem perdem a capacidade de governar sua casa. Não espancador. Aqueles que espancam sua esposa e filhos demonstram grande insegurança, que ao invés de exercer sua autoridade normalmente, exercem pela força com violência, e covardia.
Moderado, vem tratar do homem apaziguador, daquele que busca paz, tranquilidade para todos que os cercam.
Em Colossenses 3.19 nos diz: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas”.
A Bíblia ainda nos lembra de que não se deve provocar a ira nos corações dos filhos.
É no lar que exercitamos amizade, cumplicidade, liderança, disciplina e autoridade. Muitos maridos dizem ter saudades de sua mulher, como ela era, porque ela mudou, já não é mais a mesma, vive triste. Infelizmente muitos se casam e não deixam a vida de solteiros, continuam sentindo falta dos amigos e continuam saindo para jantares, jogos, viagens, reuniões, sozinhos, esquecendo que sua esposa esta em casa desejosa de sua companhia. E mais ainda, toda parte de descontrações como brincadeiras, coisas engraçadas, novidades, bate papos descontraídos são desfrutados com os amigos, ou companheiros de trabalho. Para a amada que fica sempre sozinha em casa, vão sobrar reclamações, o silencio, tom de voz agressivo, atitudes machistas, rotina tediosa, até maus tratos. O resultado já é o esperado, pouco companheirismo, falta de comunicação, pouco namoro, falta de sexo, mau humor, afastamento. Efésios 5.25,28 nos diz: “…Quem ama a sua mulher, ama-se a se mesmo.
Esse texto bíblico mostra a necessidade de você, como marido, entregar-se à sua esposa, sem reservas, sem segredos, e muita transparência. Quando você a ama a respeita, a faz sorrir estará ajudando para que ela venha a viver mais leve e saudável. Você estará contribuindo para ter uma esposa feliz, alegre, dedicada, evitando rugas de tristezas em seu rosto, e em sua alma. Não há nada mais compensador do que poder voltar para casa, para os braços e abraços de uma esposa apaixonada. A bíblia adverte: O coração alegre aformoseia o rosto.

Maria do Socorro G. Pereira (Esposa do Pr. Elumar Pereira – Diretor do Departamento da Família da AD Mossoró)

LIDERAR COM CORAGEM

“Esforça-te, e tem bom ânimo.” (Js 1.9) Começo afirmando que um líder de caráter piedoso lidera com coragem através de desafios presentes e futuros, fazendo o que é moralmente correto e estrategicamente eficaz, pedindo discernimento, força e coragem a Deus. Liderança corajosa é uma característica de um líder eficaz. As seguintes palavras encorajadoras, exortativas (Josué […]

“Esforça-te, e tem bom ânimo.” (Js 1.9)

Começo afirmando que um líder de caráter piedoso lidera com coragem através de desafios presentes e futuros, fazendo o que é moralmente correto e estrategicamente eficaz, pedindo discernimento, força e coragem a Deus.
Liderança corajosa é uma característica de um líder eficaz. As seguintes palavras encorajadoras, exortativas (Josué 1:2-9) que Deus disse a Josué depois que Moisés morreu fornecem grande idéia sobre a liderança corajosa para a qual você é chamado. “Moisés, meu servo, é morto; levanta-te pois agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e este Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida. Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares.”
Moisés havia escolhido Josué para ser seu assistente pessoal e havia lhe dado responsabilidade de comando do exército Israelita. Quando os Amalequitas atacaram os Israelitas a Refidim, Josué conduziu os Israelitas à vitória (Êxodo 17:8-13). Esta é a primeira vez que Josué é mencionado na Bíblia. Depois, como um dos doze espiões enviado em Canaã, Josué apoiou a recomendação de Caleb para confiar e obedecer a Deus e então invadir a terra que Deus tinha prometido dar a eles (Números 13-14:9). Enquanto Moisés estava só com Deus no Sinai, Josué ficou observando. Na tenda do encontro, Josué também aprendeu a esperar pelo Senhor (Êxodo 33:7-11). Assim, o jovem Josué era um servo que sofreu a realidade severa e amarga da escravidão no Egito, a libertação do Egito milagrosa de Deus dos Israelitas, a concessão da Lei no Sinai, e todas as frustrações que Moisés experimentou como líder de Israel. Embora bem preparado para ser o sucessor de Moisés (Deuteronômio 31:1 -8) e tendo demonstrado coragem e resolução em deveres anteriores, Josué ainda precisou do encorajamento e exortação de Deus. Por quê? Ele estava a ponto de empreender uma grande responsabilidade que seria difícil, longa, e em um grande sentido nova. Lembre-se, ele precisava agora se apresentar e ser o homem da hora — o líder principal dos Israelitas! Certamente ele tinha observado e ainda se lembrava como estas pessoas tinham sido más e incontroláveis. Sem dúvida ele suspeitou que guiá-los seria pesado aos seus ombros, apesar de sua experiência e dureza. Moisés estava morto, e a missão teve que continuar. Depois que Deus mandou Josué se preparar, Deus lhe deu três promessas importantes e um encorajamento em Josué 1:1-9 que tem a ver com a liderança corajosa hoje.As Promessas de Deus a Josué:1. Vitória: “Ninguém [inimigos] o resistirão todos os dias de sua vida.” 2. Sua constante presença: “Estarei contigo; nunca te deixarei, jamais te abandonarei.” 3. Êxito: “Você levará o povo a herdar a terra.” O encorajamento de Deus a Josué: Se conformar obedientemente em todos os sentidos à Lei (v. 7-8) e meditar nisto dia e noite. Em um sentido real, Deus estava removendo obstáculos de medo e um sentido de insuficiência que caso contrário teria impedido o sucesso de Josué ao calçar os “sapatos” de Moisés. O significado de coragem em quase todas as culturas, é visto como virtude, é considerada uma qualidade da mente — mostrar-se forte. Coragem não significa ausência de medo. A coragem é uma expressão do coração. A coragem é demonstrar firmeza de mente e determinação de vontade em face do perigo ou dificuldades extremas. “A coragem faz aquilo que você tem medo de fazer.” (Churchill W.) A Liderança corajosa encara o medo. Deus sabe o poder que o medo exerce nas pessoas e até mesmo quanto ela pode prejudicar homens e mulheres piedosos. Assim, não devemos nos surpreender por Ele dizer a Josué. “Não tema.”.
Forte abraço a todos e sejam corajosos para cumprirem a missão e vocação recebidas da parte de Deus. Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)